A Pesquisa Vetorial Especial (PEV) iniciada há dez dias em Canoas já verificou mais da metade dos lares previstos no mapeamento realizado pela Vigilância em Saúde, no intuito de evitar a infestação pelo mosquito Aedes Aegypti no município. Até o momento, residências de mais de 100 quarteirões nos bairros Niterói e Rio Branco receberam a visita dos agentes de endemias. Os profissionais só entram nas casas com autorização do proprietário, que deve estar no local para acompanhar a vistoria em plantas, potes dos animais e outros locais propícios à criação dos mosquitos.
De acordo com a bióloga Patrícia Valentim, os agentes não encontraram até o momento larvas do mosquito. Mesmo assim, o trabalho ainda deve levar pelo menos mais dez dias. "Vamos verificar todos os lares, uma vez que já há três casos de dengue autóctone confirmados em Porto Alegre". Os casos de dengue autóctone ocorrem quando a doença é contraída dentro do próprio município. Por isso a preocupação dos canoenses, principalmente os que moram nestes dois bairros, deve ser redobrada. "É preciso que cada morador contribua neste sentido, deixando os pátios limpos para evitar a doença", lembra a bióloga.
Canoas é um município considerado livre de infestação do mosquito da dengue. Ainda assim, o trabalho na cidade é contínuo: desde o início do ano, já foram vistoriados mais de 11 mil imóveis e terrenos baldios.
Cris Weber