Restaurantes abertos ao público e até mesmo os locais em empresas onde são servidas refeições estão na mira da Vigilância em Saúde canoense. Desde quarta-feira, 30, as equipes estão fiscalizando o cumprimento da portaria 325/10, da Secretaria Estadual da Saúde, que entre outros itens, prevê que os balcão de distribuição de alimentos, conhecidos como buffets possuam protetor salivar. O aparato, uma espécie de proteção próxima ao local de acondicionamento da comida, garante que os alimentos não sejam contaminados por respingos de saliva.
NO CENTRO 15 LOCAIS FISCALIZADOS
Conforme o gestor da Vigilância Sanitária, Julio César Santos, somente no primeiro dia de fiscalização, em estabelecimentos na região Central de Canoas, foram visitados 15 restaurantes, dos quais apenas dois estavam de acordo com a portaria. "Isso significa que os outros 13 foram notificados, e terão 15 dias para manifestarem a adequação. Caso isso não ocorra, as medidas seguintes são advertência, multa até a interdição o local.
120 DIAS
O gestor explica que a após a entrada m vigor da portaria, no ano passado, a Vigilância Sanitária realizou uma reunião com representantes do setor de lancherias e restaurantes canoenses, tendo inclusive a presença do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre, SindPoa. "Na época foi definido um prazo de 120 dias para adequação, cujo limite foi em dezembro. Portanto, agora estamos fiscalizando o cumprimento da norma", disse Julio.
CONTAMINAÇÃO VIRAL
A fiscalização deverá ser feita em restaurantes lancherias que trabalham com buffet no Centro, bairros e em empresas. Até mesmo o hábito de alguns locais, de colocar salada sobre o equipamento é inadequado. "Enquanto a pessoas serve o alimento, fala, e expele saliva, o que é perigoso para a proliferação de virus como o da gripe e hepatites do tipo B e C", destacou.
Jesiel B. Saldanha