Foi com espírito de união que trabalhadores dos empreendimentos de Economia Solidária de Canoas se reuniram na tarde desta sexta-feira, 6, para realizarem o seu planejamento estratégico. No evento, o Departamento de Economia Solidária da prefeitura também apresentou a conclusão do diagnóstico que faz uma análise de 35 grupos, dos 38 que estão cadastrados na cidade.
Segundo os dados apresentados 19 grupos trabalham com artesanato, e 10 com alimentação. Outra forma de geração de renda é a reciclagem e o aproveitamento destes materiais para a confecção de novos produtos. Quatro grupos trabalham nesta modalidade. Ainda existem três grupos agrícolas e um no ramo de limpeza e pesca. Segundo o diretor do Departamento de Economia Solidária da prefeitura, professor Pedro Giehl, os dados mostram a "grande diversidade organizativa, programática e conceitual dos grupos".
Dos empreendimentos, 51% deles estão formalizados e 82% desejam se formalizar. Atualmente, em torno de 1.713 pessoas trabalham com Economia Solidária no município.
O planejamento estratégico foi feito em cinco eixos. O primeiro abordou a ampliação do comercio de produtos, abordando as lojas e os pontos de comércio, localizados nos parques Eduardo Gomes e Getúlio Vargas; a viabilização e maximização dos pontos de vendas no Metrô (2009/2010) e a busca de espaços nas universidades.
O segundo eixo foi sobre a formação e capacitação dos grupos e agentes de Economia Solidária. O objetivo é em 2009, proporcionar a assessoria organizativa e tecnológica das associações e cooperativas. A idéia é fazer um Curso Itinerante do setor e uma formação de agentes, gestores e lideranças.
Já o terceiro eixo se voltou em viabilizar a assessoria organizativa e tecnológica das associações e cooperativas, através da parceria com entidades e a Secretaria Nacional de Economia Solidária. Além disso, será criado núcleos interdisciplinares de assessoria e uma incubagem interna e duas externa de 10 empreendimentos até 2012.
No quarto eixo foi encaminhado no planejamento o acesso a crédito de investimento e custeio para os empreendimentos através do Fundo Municipal de Geração de Trabalho e Renda; dos bancos comunitários a serem instalados nas principais regiões da cidade e dos convênios com as instituições bancárias oficiais.
No quinto e último eixo abordado os trabalhadores decidiram por Formular o Programa Municipal do setor e proporcionar um ambiente favorável ao desenvolvimento da economia solidária.
Josias Bervanger