Representantes de entidades como Sindilojas e Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiópticas), além de integrantes da prefeitura, realizaram nesta quarta-feira, 21, uma reunião para definir as medidas que serão tomadas para casos de estabelecimentos que não se adequaram à lei n° 12.903/08, que regulamenta o comércio de produtos ópticos no país. Durante os meses de julho e agosto, além de alguns dias de outubro, um representante do sindicato visitou 74 estabelecimentos, entre lojas especializadas em moda surf, estéticas e bazares em geral, além de 40 ópticas. O objetivo foi apontar irregularidades como falta de um técnico no ramo, equipamentos necessários ou alvará sanitário.
De acordo com o presidente do sindicato, André Roncadto, das ópticas visitadas, 30 apresentaram o alvará da Vigilância e/ou especialista. "As que não se enquadrarem poderão ter os produtos recolhidos", garante. De acordo com ele, antes desta notificação, o objetivo foi o de conscientizar os proprietários destes estabelecimentos. "Se até a notificação os empresários regularizarem sua situação, teremos um comércio mais saudável na cidade", pondera. Além disso, materiais informativos devem ser distribuídos à comunidade, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os riscos da utilização de óculos e lentes sem procedência.
De acordo com o diretor de Fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Edson Flores, a ideia da reunião foi articular estratégias para uma ação integrada entre o poder público e as entidades. "Estão todos interessados em um comércio que não apresente risco à saúde pública", ressalta.
Cris Weber