Receitas de deliciosas geléias tais como abacaxi com hortelã, maçã com pimenta ou gengibre, ou ainda bananada (creme de banana com laranja), são algumas das iguarias que um grupo de 10 pessoas aprendem a preparar em curso que acontece até sexta-feira, 15, na sede da Associação Chimarrão da Amizade, localizada na rua Caçapava, bairro Mathias Velho.
O curso é ministrado por técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), com o apoio da Prefeitura de Canoas, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), Emater/RS e Sindicato Rural de Triunfo.
No local da atividade, os diferentes aromas das frutas, que são preparadas para as geléias e compotas, dão a noção dos saborosos alimentos que o grupo aprende a fazer.
Conforme a instrutora, Lourdes Sotille, além do processamento e aproveitamento de frutas da época, o mais importante é o resgate da sabedoria popular no preparo das receitas, algumas com quase um século. "Temos uma técnica de preparo de geléia de bergamota que utiliza o chuchu como liga, que é de 1919", fala.
Os doces caseiros, como a abóbora cristalizada, a casca de laranja amarga ou o cristalizado misto (para pães e cucas), também são ensinadas. "São receitas da vovó, deliciosas, e que resgatamos antes que se percam para os produtos industrializados", lembrou. As vantagens, segundo Lourdes, é a utilização de 30% menos açúcar em cada preparo, além do realce do sabor da fruta.
As boas práticas de manipulação de alimentos também parte do curso. "Os alunos utilizam toucas, aventais e mantém todos os equipamentos higienizados".
Os participantes são voluntários, que de alguma forma participam das atividades no Chimarrão da Amizade. A dona de casa Sirlene Lima, 53 anos, aprendeu os segredos da produção de geléias. "Gostei muito, pois agora farei em casa, e até vou mudar meus hábitos alimentares, consumindo mais produtos feitos de frutas", disse.
Por enquanto a produção não será vendida, pois depende de certificação, apesar das técnicas de pasteurização e conservação serem ensinadas. "A possibilidade de comercialização é o nosso próximo passo", adiantou a instrutora Lourdes.
Jesiel B. Saldanha