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A tarde de hoje, na praça em frente à Igreja São João, ficará na memória de muitos moradores de comunidades do bairro Mato Grande. Depois de anos morando em loteamentos irregulares, diversas famílias acompanharam o processo de início da regularização fundiária da região. A demanda histórica foi uma conquista da própria comunidade no Orçamento Participativo de 2010, fato evidenciado pelo prefeito Jairo Jorge no ato de assinatura da ordem de serviço para os levantamentos técnicos cadastrais.
Participaram do ato a secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Joceane Gasparetto, o secretário de Relações Institucionais, Mário Cardoso, o subprefeito da região Sudoeste, Pedro Bueno, o vereador Ivo Fiorotti (PT), o engenheiro Milton Dupont, representando a empresa Aerogeo, que realizará o trabalho de levantamento técnico do local, Silvia Machado, da Comissão de Obras, e moradores das ruas contempladas com a regularização. Os 377 votos obtidos no OP pela comunidade local foram ressaltados pelo secretário Mário Cardoso e pelo vereador Ivo Fiorotti. Segundo eles, é através da participação e mobilização popular que demandas antigas como essa se tornam realidade.
A secretária Joceane Gasparetto fez menção às reuniões organizadas com moradores das ruas Elizabeth Finkler, Antonio Nikeli e Antonio Wobeto, que reforçam o diálogo com o poder público. "Damos aqui o passo inicial para a regularização fundiária, agora faremos o levantamento casa a casa, loteamento a loteamento, com a análise das áreas e o levantamento topográfico, para poder garantir a posse da terra, o acesso à moradia de qualidade à estas famílias", declarou a titular da SMDUH. Para o prefeito, a administração municipal cumpre o papel de contribuir com o sonho destes moradores, fazendo com que os filhos e netos possam usufruir do legado construído pelos pais e avôs. "Sabemos que todos aqui batalharam para ter seu pedaço de chão, agora batalham para ter uma escritura. A regularização fundiária é o passaporte para o futuro", afirmou Jairo Jorge.
Um dos primeiros a se instalar na comunidade próxima à Igreja São João, seu João Lirio Korrosky, de 80 anos, estava visivelmente contente com a tão sonhada regularização da terra que viu crescer. Natural de Cacheira do Sul e dono de uma oficina, ele montou sua casa em um terreno que parecia um banhado, segundo ele, sem água e sem luz. "Consegui água apenas na década de 70, por amizade, e hoje me sinto muito feliz por ver tudo isso acontecendo", confessou seu João. Para ele, é a sensação de poder deixar sua casa para seus netos que simboliza o novo momento.
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