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Com a coordenação da ex-prefeita de Nanterre (França), Jaqueline Fraysse, a mesa 1, sob o tema Globalização e Metropolização, reuniu debatedores de países como Brasil, Argentina, Egito e Espanha, que apresentaram um painel de diversos assuntos relativos aos processos que envolvem as metrópoles em âmbito global.
O professor Eduardo Rinesi, da Universidade Nacional General Sarmiento (Argentina), afirmou que as mudanças políticas implementadas pela América Latina em geral, e por seu país em específico, fizeram com que um grande número de pessoas que antes não tinha perspectiva de cursar o ensino universitário hoje tenha acesso a essas instituições - que também passam por uma expansão, em especial as públicas. Rinesi apontou a necessidade de manter o caráter de atuação das universidades nas dinâmicas da sociedade, desempenhando um relevante papel.
O aumento da escolarização na América Latina é um dos fatores que impulsionam o desenvolvimento do continente e a coordenação de ações conjuntas. A pesquisadora da Iniciativa Metropolis, Rovena Negreiros, citou que o incremento das relações Sul-Sul (entre Estados em desenvolvimento) é uma amostra da transformação da realidade contemporânea. Porém, no âmbito das relações entre localidades periféricas, a conjunção de estratégias é dificultada pelo alto custo das medidas, que em geral têm que ser estruturadas em esfera municipal, estadual e nacional.
No caso brasileiro, a própria constituição federal atua contra uma maior independência para decisões municipais. "O único avanço recente é a lei de consórcio federativo", afirmou. Para o representante do prefeito Fernando Haddad, de São Paulo, Vicente Trevas, a única forma de aumentar o compromisso dos participantes do fórum com o desenvolvimento de ações concretas é o compartilhamento de leituras sobre os fenômenos da globalização e da metropolização e o estabelecimento de uma agenda em comum. De acordo com ele, é essencial superar certas visões. "A globalização quis nos abordar como Estados globais, e hoje acho que temos que rever essa estratégia", observou.
Ao comentar o desenvolvimento brasileiro, Trevas fez um alerta aos representantes europeus presentes ao debate. "A história dos humanos é feita de ironias. Vocês terão que lidar com questões como a desigualdade e a pobreza".
Nesse sentido, o pesquisador egípcio Joseph Schechla, da Habitat International Coalition, afirmou a necessidade de colocar os Direitos Humanos como um fator primordial à globalização, devendo ser resguardados pelas esferas de governo locais, regionais e nacionais.
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