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A Mesa 4 - Identidade e Multipolaridade reuniu representantes da França, Espanha, Uruguai, México, Moçambique e Brasil, nesta quarta-feira 12, no Fórum de Mundial de Autoridades Locais de Periferia. Entre os assuntos debatidos, foi abordada a importância das organizações sociais engajadas em alcançar o reconhecimento das diferentes identidades que compõem as periferias.
O vice-prefeito de Nanterre, na França, Gérard Bezouille, lembrou do marco pelo qual a cidade passou durante a década de 1980. "Havia uma necessidade de integrar os imigrantes, porque eles não estavam lá de passagem. Eles sofriam preconceito, tinham os piores empregos e isso gerou um sentimento de revolta", explica.
Em 1984, os imigrantes realizaram a marcha pela igualdade de direitos, que culminou no reconhecimento de uma nova identidade integrada àquela comunidade, criando um novo ponto de vista sobre as regiões periféricas. "As periferias eram territórios de rejeição, mas concentram culturas variadas, o que pode trazer mais poder à sua população", afirmou Bezouille.
Fatos históricos também foram relembrados pelo representante do Instituto Pólis, Silvio Caccia Bava. Ele apontou a influência dos regimes autoritários que dominaram a América Latina nas últimas décadas, quando a participação popular era vetada, no comportamento atual dos moradores das periferias.
"Grupos que se constituíam como importantes atores políticos não eram reconhecidos, mas contribuem para a multipolaridade e para a criação de um novo processo civilizatório", comenta.
"As identidades se estabelecem se os governos locais reconhecerem a importância dos cidadãos organizados e interessados em construir melhoras para a vida de todos".
O representante da Associação de Municípios de Moçambique, Dionísio Cherewa, ressaltou a importância de se preservar o passado de uma cidade para definir a sua identidade. Para ele, “os prefeitos devem assumir uma postura inovadora, que dê continuidade, pois respeitar a história construída significa reconhecer uma identidade instituída”.
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