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Na tarde desta sexta-feira, 24, as Mulheres da Paz da Grande Mathias Velho e Harmonia visitaram a exposição Fortuna, do artista Sul-Africana William Kentridge, no Museu Iberê Camargo, em Porto Alegre. Elas foram acompanhadas pela equipe técnica do projeto, de integrantes da Guarda Municipal e do Gestor do projeto pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania, Diego Dresch Hoch de Menezes.
A exposição retrata a trajetória de memórias do artista pelas transformações sociais e históricas da África do Sul, embrutecida pelo Aphartheid, que é plano de fundo para as narrativas construídas por ele. Outro tema recorrendo em sua obra são as transformações territoriais pelas quais passou, e ainda passa, Joanesburgo, cidade natal e de residência do artista, cuja paisagem é sistematicamente transformada pela pela exploração de minérios, que criam montanhas artificiais com os resíduos do processo.
Por mais que a obra não aborde o Apartheid diretamente, é possível perceber a força do rastro deixado pelo regime de segregação racial em suas pinturas e animações.
Para a equipe do projeto, a proposta era justamente partir desta reflexão para perceber os traços do racismo na sociedade brasileira, que se colocam também como o pano de fundo da construção da nossa história, e que, como na obras de Kentridge, nem sempre se percebe tão abertamente a sua presença, mas ela existe e reside escondida sob discursos e visível na organização urbana de nossas cidades.
O tema ainda será debatido em atividade do projeto, em parceria com a Associação de Mulheres Negras de Canoas (AMUNECA), entidade que tem como participantes as Mulheres da Paz. A ideia é trabalhar com o tema da memória coletiva, presente na obra do artista, traçando um paralelo com o Apartheid e a Ditadura Militar no Brasil.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234