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Uma alternativa para superar o atual modelo punitivo-repressivo aos homens autores de violência contra a mulher torna-se realidade em Canoas. A Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania, assinou, nesta terça-feira (5), um termo de cooperação técnica com a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), através do Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência (Naviv), para colocar em execução o projeto SerH - Serviço de Educação e Responsabilização de Homens.
A proposta é formar grupos de homens que foram denunciados, para que tenham a oportunidade de, sob orientação de psicólogos e estudantes de Psicologia, refletir sobre suas ações. A intenção é facilitar o diálogo e o processo de responsabilização e de reflexão, possibilitando que o agressor se transforme, entenda o porquê de ter praticado violência e pare de praticá-la. Serão formados grupos de até 15 integrantes, para encontros semanais, que passarão por avaliação de psicólogos. Ao final de 21 encontros, a análise individual dessas avaliações será encaminhada à Promotoria Pública, que definirá se o caso terá ou não representação.
Presente ao evento realizado na Ulbra, a vice-prefeita Beth Colombo, representando o prefeito Jairo Jorge, salientou que o projeto segue um modelo aplicado no Rio de Janeiro, onde servidores da SMSPC de Canoas foram pesquisar. “Estaremos de fato chamando a atenção desses homens”, afirmou.
Enfrentamento
O secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania, Guilherme Pacífico, destacou que o Serviço de Educação e Responsabilização de Homens “é mais uma iniciativa de enfrentamento conjunto das causas de violência”. O reitor da Ulbra, Marcos Ziemer, destacou o caráter educativo do projeto. “Acreditamos que o ser humano é capaz de mudar”, afirmou.
Este projeto atende à demanda do artigo 35 da Lei Maria da Penha, indicando que a União, o Distrito Federal, os estados e os municípios poderão criar e promover, no limite das respectivas competências, centros de educação e de reabilitação para os homens autores de violência de gênero.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234