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A assistente social da Casa, Adélia Miranda, abriu o encontro que teve participação de lideranças femininas locais
O grupo em formação pelo projeto Mulheres da Paz/Promotoras de Direito, da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania teve mais um encontro realizado nesta terça-feira (28). O tema da roda de conversa marcou o Dia da Mulher Afro-Latino Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho. A turma, que iniciou a capacitação em 7 de julho, discutiu a identidade das mulheres negras, com a participação de lideranças femininas do município. O encontro foi realizado na Casa das Mulheres da Paz Mathias Velho/Harmonia, onde, também, ocorreram os encontros anteriores, todos voltados à discussão de temas sobre violência, cidadania e direitos humanos.
Segundo a psicóloga Letícia Campos, o preconceito é uma realidade escondida, que ela mesma enfrenta no dia-a-dia. "Muitas pessoas ainda enxergam o lugar da mulher negra na cozinha ou limpando a casa dos outros", afirmou. Ela frisou que é importante discutir esse tema e buscar ocupar espaços no mercado de trabalho, na política e na sociedade em geral. Destacou que a auto-aceitação é um dos pontos de partida e lembrou que as pessoas não são iguais, mas que todos têm os mesmos direitos, independentemente da raça.
Viviane Senna, Mulher da Paz e integrante do quadro de servidores da Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres, também falou com o grupo, abordando a questão sob a ótica institucional. Ela concorda que é preciso colocar o tema em discussão e lutar para mudar essa realidade e comenta que, no ambiente de trabalho, o preconceito aparece de forma velada. "Frequentemente, nos deparamos com colegas que consideram que lugar da mulher negra é fazendo cafezinho."
O encontro foi encerrado com uma apresentação de dança da ativista do movimento negro e artista Ana de Tandera. Ela mostrou a Dança de Mãe Oxum, em uma demonstração da cultura negra. No lanche, entre frutas, pães e sucos; a canjica, alimento que também faz parte as cultura afro, foi para a mesa.
Problemas semelhantes
A coordenadora da Casa das Mulheres da Paz Mathias Velho/Harmonia, Dieni Rodrigues, afirma que, segundo pesquisas, mulheres negras enfrentam problemas semelhantes na América Latina. Os negros, especialmente as mulheres, são mais afetados pela pobreza, marginalização, racismo, exclusão socioeconômica. "Mulheres negras recebem 42% do salário de homens brancos ocupando as mesmas funções", observou, salientando que os movimentos sociais são importantes para mudar essa situação.
Formação até o final de agosto
A formação deste grupo de novas Mulheres da Paz/Promotoras de Direitos estende-se até o final de agosto, com palestras, oficinas e visitas aos projetos oferecidos pela Prefeitura de Canoas.
O projeto
O Mulheres da Paz é um projeto criado em 2009, voltado à formação de lideranças femininas. Começou no Bairro Guajuviras e, posteriormente, foi ampliado para o Mathias Velho/Harmonia e outros bairros do Quadrante Nordeste. A inserção das mulheres nas ações voltadas à cultura de paz é importante para disseminar informações à comunidade, mostrar caminhos e também cobrar resultados do poder púbico. É um dos projetos desenvolvidos dentro da visão inclusiva, de prevenção social e de inteligência, que norteia as ações da política de segurança pública com cidadania adotada no município.
Veja mais:
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234