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Um momento descontraído, com apresentações, orientações, relatos de experiências e expectativas marcou a aula inaugural do Núcleo de Justiça Comunitária do Território de Paz Mathias Velho/Harmonia, realizada na noite desta quarta-feira, 20. O encontro dá início ao curso de capacitação, última etapa da seleção dos agentes de mediação de conflitos desse projeto. A aula contou com a participação do secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania, Eduardo Pazinatto. "É um projeto de muitos homens e de muitas mulheres, que exige a participação da comunidade", destacou o secretário.
Durante a atividade, que lotou uma das salas de aula E.M.E.F Thiago Wurth a equipe técnica do NJC promoveu a apresentação entre os monitores e participantes, colhendo relatos sobre as expectativas em torno dessa iniciativa. Na ocasião, houve declarações positivas, relacionando as experiências anteriores dessa iniciativa com o papel do projeto naquela Região. "Qualquer pessoa que passa hoje pelo Guajuviras pode notar que o Território de Paz deu certo lá. E se no Guajuviras funcionou, vai funcionar para nós", avalia a vendedora Maria Salete. Antes da chegada do secretário, a advogada, a assistente social e a psicóloga - que integram a equipe do NJC - esclareceram dúvidas e prepararam o ambiente para o início do curso.
Cidadania e Autoestima
Com a chegada do secretário Eduardo Pazinatto e a gestora do NJC, Cris Pires, foi dado o início a apresentação das diretrizes, objetivos e metodologia de trabalho. Com o apoio de recursos audiovisuais, o secretário destacou a dimensão dialógica dessa experiência. "Nós estamos desenvolvendo aqui uma relação do Estado com a Comunidade, o que rompe o círculo vicioso que tem caracterizado a ação tradicional de quem ocupa os cargos públicos, predominantemente clientelista", observa.
De acordo com a gestora Cris Pires, o objetivo dessa primeira aula foi também contextualizar o NJC nas diversas ações que vão envolver o Território de Paz Mathias Velho/Harmonia. "É um projeto que está vai ser replicado nos quatro quadrantes da cidade e que concebe o direito a segurança como uma necessária segurança de direitos", resume. Entre os diversos depoimentos também ficou evidente autoestima e confiança dos residentes locais na eficácia das ações do Território de Paz. "Eu residia no Olaria, mas estou me mudando para o Mathias Velho porque conheci o projeto por meio de uma amiga, e me interessei muito em participar", declara a vendedora Gilda Ruriz.
O processo de seleção dos agentes envolve as etapas de inscrição, grupos focais, capacitação e análise de participação. Mesmos os que não se formarem receberão diploma pela participação no curso. As aulas abrangem técnicas de mediação, direitos humanos, articulação de rede, além de conhecimento de projetos sociais na área de segurança pública. As aulas se estendem até o dia 6 de julho, somando 96 horas de curso. Após a formação, esses agentes vão atuar na realização de mediações, oficinas e reuniões comunitárias junto ao Núcleo de Justiça Comunitária, entre outros.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234