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Reunião realizada no dia 8 na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), entre a Prefeitura de Canoas por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania (SMSPC) e Procuradoria Geral do Município (PGM) possibilitou a retomada das discussões acerca da implementação de um serviço de responsabilização e educação de homens autores de violência doméstica e/ou contra a mulher. No encontro, o responsável pelas políticas de segurança e gênero da SMSPC, Diego Dresch Hoch de Menezes, da Assessora Jurídica da PGM, Alice Resadori, do Diretor do Campus Canoas da ULBRA, Erivaldo Diniz de Brito, da Coordenadora do NAVIV e do curso de psicologia da ULBRA, Carmem Aristimunha de Oliveira, da Coordenadora de Ensino dos cursos de bacharelado e licenciatura da ULBRA, Carmen Lúcia de Souza Rodrigues e da Coordenadora de Atividades e de Estágios do curso de psicologia, Aline Groff Vivian debateu ainda, a construção de outras parcerias com os projetos dos Territórios de Paz.
O primeiro resultado da reunião trata-se de uma importante passo para Canoas, a Ulbra confirmou que irá efetuar a parceria com o município através do Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência (NAVIV), o que inclui a disponibilização de uma profissional da área de psicologia e de estagiários que serão responsáveis por conduzir os grupos reflexivos com homens. Este núcleo deverá ter como sede o Fórum de Canoas, que já disponibiliza uma sala para o NAVIV.
Compromisso
O projeto atende à demanda do artigo 35 da Lei Maria da Penha, indicando que a União, o Distrito Federal, os estados e os municípios poderão criar e promover, no limite das respectivas competências,centros de educação e de reabilitação para os agressores. Ao aderir ao Serviço, o autor de violência doméstica passa por três etapas: entrevistas preliminares, para descobrir o que esse homem pensa a respeito da violência que ele praticou e qual o perfil socioeconômico e demográfico dele; grupo reflexivo, em que se estabelece um compromisso de convivência e não violência ativa com esses homens; e, por último, o grupo focal, que é uma metodologia de avaliação do processo que esses homens passaram e do trabalho da equipe.
O papel do processo reflexivo é justamente facilitar o diálogo e o processo de responsabilização e de reflexão. O objetivo é possibilitar que esses homens se transformem, entendam o porquê de terem praticado violência e parem de praticá-la. O grupo reflexivo de gênero, com abordagem responsabilizante, faz com que a pessoa volte o olhar para si, conecte seus diálogos internos e entre em contradições em relação às suas ideias, pensamentos e sentimentos.
Além deste tema, foi também encaminhada a minuta do Termo de Cooperação Técnica para o atendimento psicoterápico de médio prazo para mulheres vítimas de violência junto ao Centro de Referência às Mulheres Vítimas de Violência Patrícia Esber e a construção de intervenções comunitárias e estágios curriculares junto aos projetos Núcleo de Justiça Comunitária e Mulheres da Paz dos Territórios de Paz de Canoas.
Para o responsável pelas políticas de segurança e gênero da SMSPC, Diego Dresch foi um passo importante para a implementação desta política em Canoas. “Especialmente por conta da sensibilidade e responsabilidade da ULBRA, o próximo passo agora efetuar as articulações com o Poder Judiciário", comentou.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234