O Hospital de Pronto Socorro de Canoas Deputado Nelson Marchezan (HPSC) comemorou, nesta quarta-feira (18/04), o sucesso do primeiro parto normal prematuro realizado pela equipe médica de emergência da instituição desde a sua fundação, em dezembro de 2005. "Este acontecimento consolida o trabalho qualificado da equipe técnica dessa instituição", reflete o secretário municipal de Gestão Hospitalar/HPSC, Sérgio Frederes, lembrando que o HPSC é um hospital específico para casos de urgência e emergência.
O médico plantonista e também chefe da Emergência do HPSC, Fernando Fernandes, acompanhado do médico Renato Heberle, conduziu o parto normal de uma gestante de 18 anos, moradora do bairro Mathias Velho, que deu a luz após 25 semanas de gestação, a um menino de 845g. Segundo Fernandes, a jovem chegou com fortes contrações ao hospital e foi atendida imediatamente na sala de politraumatizados. "Esta era uma situação de emergência, pois a mãe não fez acompanhamento pré-natal. É provável que ela estivesse com alguma infecção", observa o médico. "O papel do hospital esteve em dar o suporte inicial de vida para a criança, propiciando aquecimento e oxigenação para ela", contextualiza o médico, afirmando que o procedimento foi tranqüilo, pois a criança apresentava medidas pequenas.
Ele explica que para um atendimento mais específico e a realização de exames, o recém-nascido e a paciente foram transferidos no decorrer do dia para o Centro Obstétrico do Hospital Conceição, em Porto Alegre. "O nosso hospital é um pronto-socorro, por isso não está equipado com unidade de UTI Neonatal e nem incubadoras. A criança precisa deste cuidado para sobreviver, já que necessita adquirir peso até completar 2kg para obter um estado clínico estável", aponta Fernandes, lembrando que no município de Canoas, as gestantes devem dirigir-se ao Hospital Nossa Senhora das Graças para receber o atendimento adequado.
A pediatra do HPSC, Beatriz Lago, interagiu com a mãe e a criança após o parto. Ela coloca a situação clínica do bebê: "Para ele será uma corrida de obstáculos, pois não estava pronto para nascer. Ele precisa se adaptar fora da vida uterina e infelizmente sofrerá com a baixa imunidade e problemas pulmonares, além de passar por processos infecciosos oriundos de deficiências, além de nutricionais, nos aparelho respiratório, circulatório e neurológico".