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Reprodução/SECOM
Projeto do rebaixamento do trem prevê que a Victor Barreto terá um trecho subterrânceo
O trabalho da empresa Bourscheid Engenharia e Meio Ambiente, para análise do solo na área por onde está previsto o rebaixamento do trem, no Centro de Canoas, começou nesta segunda-feira (13) pela marcação dos 11 pontos em que serão feitas as sondagens. O primeiro ponto em que os equipamentos serão posicionados, a partir das 8h, desta terça-feira (14), será na Avenida Victor Barreto, nas proximidades da Rua Domingos Martins.
Durante o trabalho da Bourscheidt, os motoristas deverão ter atenção redobrada em alguns trechos de vias do Centro, que serão, parcialmente, interrompidos. O trabalho ocorrerá na Avenida Victor Barreto, entre a Avenida Inconfidência e a Rua Europa; e na Avenida Guilherme Schell, entre a Avenida Inconfidência e a Rua Rio Grande do Norte.
A empresa realizará três estudos distintos: inspeção, sondagem e levantamento deflectométrico (alteração sofrida pelo solo em decorrência do fluxo dos veículos), para saber que tipo de pavimento poderá ser construído sobre o trem. O trabalho ajudará a dar mais elementos para o projeto executivo da obra do rebaixamento.
Durante as sondagens, haverá o posicionamento de equipamentos, devidamente sinalizados, próximo ao eixo da pista, para a coleta de informações do subsolo. Serão 11 pontos na extensão das duas vias, analisados em momentos distintos. A Diretoria de Trânsito, da Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade, avaliará, constantemente, o impacto no tráfego das vias. Não há previsão de quantos dias o trabalho durará, mas será, por apenas, alguns períodos durante o dia.
Projeto do rebaixamento
A intenção do rebaixamento do trem é fazer com que a paisagem do Centro de Canoas volte ao cenário de quase 30 anos atrás, quando o Trensurb ainda não existia. Mas não é só isso. O trânsito será reorganizado, e a população ganhará espaços de convivência e lazer. Esses são alguns dos destaques do projeto.
O rebaixamento do trem deve se estender por cerca de dois quilômetros, das proximidades do viaduto do Ipuc, na Rua Araçá; até o entorno do Canoas Shopping (alguns metros depois da Rua Mathias Velho). Nesse trecho, o trem será subterrâneo.
O projeto contempla, ainda, a criação de corredor de ônibus, a construção de um boulevard e o desenvolvimento de uma esplanada de integração, a circulação de pessoas, carros e transporte coletivo junto à nova estação da Trensurb. Além disso, áreas remanescentes, atualmente ocupadas pelos trilhos, devem virar calçadões, estacionamentos ou espaços de convivência e lazer.
Em função da obra, a estação Canoas/La Salle também ficará no subsolo, na altura da Praça da Bandeira. A Rua Victor Barreto terá um trecho subterrâneo. Está previsto, ainda, o alargamento da Guilherme Shell.
O rebaixamento do trem possibilitará também a facilidade de transposição de um lado para o outro do Centro, com sete possibilidades de conversão para os veículos, e aliviará o tráfego na BR-116. O projeto já está ajustado com o futuro túnel da Rua Domingos Martins, previsto nas obras de melhorias da rodovia que serão feitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT).
O projeto executivo do rebaixamento também foi desenvolvido pela empresa Bourscheid Engenharia e Meio Ambiente a um custo de R$ 5,9 milhões, com recursos do Governo Federal.
A obra do rebaixamento do trem no Centro de Canoas vem sendo batalhada pelo prefeito Jairo Jorge desde 2011.
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