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Teve início, na manhã desta terça-feira (14), o trabalho de análise do solo na área por onde está previsto o rebaixamento do trem em Canoas. A tarefa está sendo executada pela empresa Bourscheid Engenharia e Meio Ambiente, para estudos complementares, a serviço da Trensurb. O trabalho deve durar até sexta-feira (17), se as condições climáticas permitirem, em trechos das avenidas Victor Barreto e Guilherme Schell (veja os pontos abaixo).
Durante a manhã, parte do trabalho foi acompanhada pelo secretário municipal adjunto de Operações da Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade (SMTM), Julio Matté, e pelo diretor de Trânsito da SMTM, Anderson Rosa da Silva, na Av. Victor Barreto, nas proximidades da Domingos Martins. "Estamos atentos para que sejam cumpridos os horários estabelecidos pela Diretoria de Trânsito da secretaria e, para que os motoristas possam trafegar com tranquilidade", comenta Matté.
A empresa Bourscheid realiza três estudos distintos: inspeção, sondagem e levantamento deflectométrico (alteração sofrida pelo solo em decorrência do fluxo dos veículos), para saber que tipo de pavimento poderá ser construído sobre o trem. O trabalho é complementar ao projeto executivo da obra do rebaixamento, que deve ser concluído em breve.
Para essa análise, primeiro é feito um corte no asfalto, para a retirada de uma espécie de "tampa". Algumas amostras do pavimento também são encaminhadas para análise em laboratório. Com a ajuda de uma balança, também é possível fazer cálculos que apontem, por exemplo, a densidade dos materiais. Ao final do trabalho em cada ponto, o buraco é fechado.
O trabalho de análise dos 11 pontos desta semana é complementar ao que já foi realizado, anteriormente, pela Bourscheid, em mais de 30 pontos das avenidas Victor Barreto e Guilherme Schell. Na ocasião, foram avaliadas as estruturas que devem ser usadas para rebaixar o trem.
Quais os locais de análise
Confira os 11 pontos que serão avaliados até sexta-feira, na ordem prevista:
Av. Victor Barreto, entre as ruas Domingos Martins e Regente Feijó.
Av. Victor Barreto, entre as ruas Napoleão Laureano e Siqueira Campos.
Av. Victor Barreto, entre as ruas Caetés e Araújo Lima.
Av. Victor Barreto, entre as ruas Caetés e Araújo Lima.
Av. Victor Barreto, entre as ruas Araçá e Cândido
Av. Victor Barreto, entre as ruas Ipiranga e Gonçalves Dias.
Av. Guilherme Shell, entre as ruas Caiçara e Araçá.
Av. Guilherme Shell, entre as ruas Vitor Kessler e Major Ernesto Witrock.
Av. Victor Barreto, entre as ruas Fioravante Milanez e Tiradentes.
Av. Victor Barreto, entre as ruas Muck e Domingos Martins.
Av. Guilherme Shell, entre as ruas Domingos Martins e Frederico Guilherme Ludwig.
Av. Guilherme Shell, entre as ruas Matias Velho e Rua 1.
Av. Victor Barreto, entre as ruas Ipiranga e Frei Orlando.
Av. Victor Barreto, entre as ruas Muck e Domingos Martins.
Av. Guilherme Shell, entre as ruas Alberto Torres e Pedro Weingartner
No feriado da próxima terça-feira (21), ainda será feito um serviço de análise de deflexão do solo (uma testagem da variação do pavimento em função do peso dos veículos). Um veículo percorrerá a Victor Barreto e a Guilherme Schell e parará a cada 40 metros para fazer os testes.
Projeto do rebaixamento
A intenção do rebaixamento do trem é fazer com que a paisagem do Centro de Canoas volte ao cenário de quase 30 anos atrás, quando o Trensurb ainda não existia. Mas não é só isso. O trânsito será reorganizado, e a população ganhará espaços de convivência e lazer. Esses são alguns dos destaques do projeto.
O rebaixamento do trem deve se estender por cerca de dois quilômetros, das proximidades do viaduto do Ipuc, na Rua Araçá; até o entorno do Canoas Shopping (alguns metros depois da Rua Mathias Velho). Nesse trecho, o trem será subterrâneo.
O projeto contempla, ainda, a criação de corredor de ônibus, a construção de um boulevard e o desenvolvimento de uma esplanada de integração, a circulação de pessoas, carros e transporte coletivo junto à nova estação da Trensurb. Além disso, áreas remanescentes, atualmente ocupadas pelos trilhos, devem virar calçadões, estacionamentos ou espaços de convivência e lazer.
Em função da obra, a estação Canoas/La Salle também ficará no subsolo, na altura da Praça da Bandeira. A Rua Victor Barreto terá um trecho subterrâneo. Está previsto, ainda, o alargamento da Guilherme Shell.
O rebaixamento do trem possibilitará também a facilidade de transposição de um lado para o outro do Centro, com sete possibilidades de conversão para os veículos, e aliviará o tráfego na BR-116. O projeto já está ajustado com o futuro túnel da Rua Domingos Martins, previsto nas obras de melhorias da rodovia que serão feitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT).
O projeto básico do rebaixamento também foi desenvolvido pela empresa Bourscheid Engenharia e Meio Ambiente a um custo de R$ 5,9 milhões, com recursos do Governo Federal.
A obra do rebaixamento do trem no Centro de Canoas vem sendo batalhada pelo prefeito Jairo Jorge desde 2011.
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