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Secom
O sociólogo Eduardo Biavati foi o palestrante no encontro que foi realizado no Auditório Sady Schiwtiz do Paço Municipal
A urgência da mudança de comportamento dos brasileiros no trânsito, para reduzir acidentes, foi abordada pelo sociólogo Eduardo Biavati, durante a palestra de abertura da Semana Nacional de Trânsito de Canoas, que este ano tem como tema "Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito - 2011/2020: seja você a mudança". O evento ocorreu nesta segunda-feira (21), no Auditório Sady Schiwtiz do Paço Municipal. Biaviti defendeu que o principal caminho passa pela educação, para formar melhores motoristas e cidadãos.
A vice-prefeita Beth Colombo e o secretário municipal de Transporte e Mobilidade, Oswaldo Steffen, participaram do evento. Eles falaram sobre a relevância de discutir e refletir sobre o tema e do desenvolvimento de campanhas e de ações de prevenção da violência no trânsito. No município, a Semana, que começou na sexta-feira (18) e segue até 25 de setembro, conta com diversas ações voltadas à educação no trânsito, primando a segurança e o cuidado com a vida.
De acordo com o palestrante, o caminho para encontrar soluções é sempre o de compartilhar responsabilidades e isso envolve, necessariamente, o poder público, o setor privado e a sociedade civil. A transformação do panorama brasileiro - que tem jovens, entre 15 e 29 anos, representando mais de 30% do total de mortos no trânsito no País, é possível, em longo prazo. "Países como França e Espanha, conseguiram", exemplificou.
O sociólogo afirmou que, nesta faixa etária, como em nenhum outro momento da vida, o cidadão corre os maiores riscos no trânsito. "Tudo indica, porém, que os jovens não têm sido capazes de se proteger: mais de 80% usa e digita textos no celular quando é pedestre, pedala e até dirige um carro ou motocicleta; mais de 70% consome álcool regularmente; menos do que 10% usa o cinto de segurança quando é passageiro do banco traseiro de um automóvel", declarou.
Novos elementos precisam ser discutidos
Aos participantes do encontro, entre eles instrutores de CFCs e educadores, Biavit destacou que é fundamental incorporar novos elementos ao processo de discussão das regras do trânsito, conscientizando os jovens sobre a fragilidade do corpo humano. "É preciso construir com os jovens a noção de irreversibilidade das lesões que frequentemente ocorrem com as vítimas de trânsito", destacou. Apresentando alguns vídeos, com depoimentos de vítimas incapacitadas físicas, o convidado comentou que esta ferramenta pode ser explorada no sentido de sensibilizar as pessoas de forma mais efetiva.
Principais fatores
Segundo o especialista, há dois fatores fundamentais para o quadro gravíssimo da violência no trânsito no Brasil: o álcool e o não uso do cinto de segurança. "Esses dois fatores de risco poderiam ser facilmente controlados pelos jovens, mas ainda são amplamente ignorados".

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