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"Essa regularização vem em boa hora, pois é muito ruim viver assim, sendo considerados posseiros, invasores". O depoimento de Ana Lúcia de Lucas Pedro, moradora do bairro Mato Grande, expressa o sentimento dos mais de 500 habitantes que vivem em situação irregular no local. Com o início do cadastramento dos moradores, na última sexta-feira, 10, e no sábado, 11, o desconforto começou a dar lugar à esperança por uma vida com mais dignidade. "Espero que dê tudo certo e consigamos finalmente viver em algo que será realmente nosso", completou Ana.
Estudo
De acordo com Rosimar Vieira, gestor de unidade do Departamento de Regularização Fundiária da SMDUH, o cadastramento é apenas a primeira etapa do processo. "Depois realizaremos um estudo topográfico dos terrenos. Assim, podemos montar os processos de cada lote para enviar ao cartório de registro de imóveis", disse Vieira.
Uma nova data para o cadastramento será marcada para os moradores que não compareceram nos primeiros dois dias. Fiscais da SMDUH passarão nas residências para informar a nova data.
Cerca de 150 lotes carecem de títulos de propriedade no bairro, ocupações que existem há pelo menos 30 anos. A regularização começou a tornar-se realidade a partir do Orçamento Participativo 2010, quando as famílias elegeram a demanda como prioridade para a região.
Maria Jandira, que mora no bairro há 12 anos, quando foi retirada de outra área irregular, demonstra confiança na iniciativa, "moro com uma filha e um filho, que é deficiente mental. Há muito tempo esperávamos por esta notícia. Vivíamos com medo de que alguém podia chegar e nos levar para outro local novamente", relatou Jandira.
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