Os quadrinhos são uma das grandes vedetes da 25° Feira do Livro de Canoas. Na área central montada na Feira na Praça da Bandeira, o jornalista e colecionador gaúcho Marko Ajdaric trouxe centenas de exemplares que compõe um acervo pessoal de 12 mil títulos. São quadrinhos de cartunistas de todo o mundo, expostos aos visitantes que passam pela feira não só na praça, como também no Calçadão.
Marko, que gerencia um dos sites mais visitados do segmento, o www.neurama.com.br, espera democratizar o espaço dos quadrinhos com a exposição e discutir a atual concepção da arte entre os visitantes. "Quando falamos em quadrinhos, as pessoas logo associam as obras a gibis e outras revistas mais conhecidas. Mas muitos são pura história do país, de cunho cultural e político, por exemplo", ressalta.
Entre as obras em destaque, estão revistas de países como a Indonésia, como a de mangá Inspirit Arena, do cartunista Risky Wasisko Edi. Já a obra mais rara, de acordo com Marko, é a Période Glaciaire, de Nicolas de Crécy. A revista ficou exposta durante dois meses no Louvre, famoso museu francês. E até mesmo o pioneirismo dos quadrinhos está exposto na feira. Uma coletânea lançada pelo Senado Brasileiro, do autor Ângelo Agostini, traz as primeiras charges e desenhos do mundo, lançados em 1869.
A coletânea de Marko começou em 1975, aos 12 anos. Por todo o valor sentimental da coleção, quem for à feira vai ter que se contentar em ver os quadrinhos: nenhuma obra está à venda. Ainda assim, a mostra é de encher olhos e vale a pena conferir.
Cris Weber