Um pé de pau-brasil e um de erva-mate em todas escolas municipais. Essa foi uma das idéias apresentadas na manhã desta quarta-feira, 24, durante a abertura do seminário Canoas 70 Anos: Passado, Presente e Futuro.
Para o ambientalista José Longui, que falou sobre a importância histórico-cultural da Timbaúva - árvore símbolo de Canoas - a biodiversidade tem um papel central na educação ambiental.
Conforme o secretário municipal de meio ambiente, Celso Barônio, que também participou como painelista no evento, a proposta vai ao encontro do projeto de criação do Jardim Botânico Municipal, que deve começar a ser implementado daqui a dois meses. "Estamos transformando a cidade, para que quem passe pela rodovia a enxergue realmente, em uma paisagem despoluída", explica.
\t
O seminário está envolvendo um conjunto de relatos e reflexões sobre as origens e o futuro de Canoas, além de apontar perspectivas para as próximas décadas. Nesse primeiro dia, o evento foi aberto pelo secretário municipal de cultura, Jeferson Assumpção. Em sua fala, ele explicou o objetivo maior da iniciativa, de inserir entre as festividades de 70 anos um momento para pensar a Cidade.
Em seguida, analisou as transformações em Canoas, destacando a mudança de sentido sobre a imagem da cidade, que a urbanização operou. "O imaginário rural foi transplantado para cá no início do povoamento; no entanto, Canoas deixou de ter como referência o bucólico, que inspirou o nome da cidade, herdando hoje as conseqüências da urbanização", avalia.
Memória e Símbolos
A memória da cidade, através de seus símbolos principais, que integrou a programação na manhã de hoje, reuniu figuras históricas para a comunidade canoense. Em uma mesma mesa, fizeram relatos sobre as origens da cidade os palestrantes Enio Szekir, criador do brasão de Canoas; Wilson Dantur, autor da letra do hino de Canoas e Mário Finkler, primeiro morador registrado na cidade após a sua emancipação.
Apoiado em uma imagem projetada, Zekir ia explicando o significado de cada parte do brasa municipal. Em seguida, Dantur foi a vez do autor da letra do hino relatar o contexto histórico e a inspiração para a sua iniciativa. Antes de sua fala, ele sai da mesa distribuiu pessoalmente a cada integrante da platéia uma cópia de uma matéria jornalística sobre o assunto. "Hoje estamos aqui no La Salle, de onde é os primeiros a cantarem o hino", conta.
Após contarem brevemente a história de dois dos principais símbolos de Canoas, Szekir e Dantur, se colocaram a disposição para responder questões aos presentes. Nesta quinta-feira, 25, serão abordados os temas 'Canoas hoje: análises de uma cidade'; 'Canoas: Direito e Cidadania'; 'Canoas: Objetivos do Milênio e Responsabilidade Social'; 'Canoas: Cidadania e Meio Ambiente' e 'Canoas: Política, Cidadania e Etnicidade'. O seminário prossegue até sexta-feira, 26, com entrada gratuita.
Ronaldo M. Botelho