25.400 participantes ativos nos eventos; 18 mil livros vendidos; 190 escritores e palestrantes, dezenas de oficinas, debates, shows e outras atrações paralelas, além de público circulante estimado em 350 mil. Esses sãos os números preliminares da 25.ª Feira do Livro de Canoas, encerrada oficialmente na noite deste sábado, 07 - ainda que com funcionamento parcial prorrogado para até o final da próxima semana. "Para mim, nesses 25 anos, essa Feira foi um marco, o início de um pólo cultural, a ser desenvolvido em um futuro breve", prevê o patrono, Antonio José Giacomazzi.
Para o secretário municipal de cultura, Jéferson Assumção, um dos grandes avanços da edição da Feira nesse ano foi inserir a cidade na agenda cultural nacional. "Se colocarmos o nome da Feira na internet, estaremos ao lado de eventos, como a Feira de Paraty (RJ) e até no exterior", observa.
O caráter popular do evento também foi destacado pelo secretário. "O livro tem que estar onde o povo está; Foram 42 estandes para a disponibilização de obras e divulgação institucional, o que tornou a tornou principal evento de nossa cidade", avalia. Entre as novidades já projetadas para o próximo ano, está a antecipação da Feira para início de junho.
Durante sua intervenção, o prefeito Jairo Jorge foi homenageado por uma antiga moradora com um franzine (publicação popular, produzida artesanalmente), realizado em uma das oficinas da Feira. Em sua fala, ele destacou 10 diferenciais qualitativos marcantes na Feira desse ano:
1 - Reunificação da cidade, através dos livros (cujos estandes e eventos se estenderam entre os dois lados do trensurb);
2 - Adoção do saxofone, ao invéz da sineta, inserindo a magia da música nessa representação;
3 - Vinculação dos artistas plásticos, através de uma exposição paralela, que contou com cerca de 4,5 mil visitantes;
4 - Criação de um Café, que se tornou um ponto de encontro lúdico para os visitantes e referência no evento;
5 - Atividades culturais simultâneas, inseridas na programação;
6 - Vídeo instalação em sua abertura;
7 - Realização da Mostra de Quadrinhos, que reuniu o que há de melhor no mundo nesse gênero;
8 - Mostra cinematográfica, infantil e adulta, que contou com mais de 1000 participantes;
9 - Realização de um seminário para inserir a reflexão sobre a cidade;
10 - Transformação da cidade no epicentro de uma atividade cultural.
Além de livreiros tradicionais, a Feira contou com editoras segmentadas, como a Concórdia, especializada em livros cristãos evangélicos. "Foi muito gratificante para nós; é o terceiro ano que participamos", declara o livreiro Gilberto Ellwanger. Produções independentes também tiveram largo espaço no evento. "É a primeira vez que estamos aqui; percebemos um público potencial para nosso livros em Canoas", conta Lauro Duvoisin, da editora Expressão Popular, que edita livros dos movimentos sociais.
Conforme o prefeito, é hora da população dizer que Canoas, pode ser muito mais do que sempre foi vista. "Não é com varinha de condão que faremos isso, mas com trabalho intenso de gerações", alerta. E se remetendo á chamada dos 70 anos da cidade, conclamou: "Voa, Canoas".
A solenidade foi encerrada no tom de palmas da platéia, orquestrada pelo fino Jazz de Jorginho do Trompete e banda. Já passavam das 21h, mas o público presente, ao invés de diminuir, só aumentava. Perto de 100 pessoas, incluindo o prefeito, Jairo Jorge, e a primeira dama, Taís Pena, se aqueceram no ritmo do trompetista, que distraiu do frio de julho, em plena praça da Bandeira.
Ronaldo M. Botelho