"Foi uma Semana Farroupilha mágica e bela, mas quero ver vocês movimentar o Eduardo Gomes o ano inteiro, transformando-lhe no templo do tradicionalismo gaúcho". Com esse desafio, o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, integrou o ato de encerramento da centelha da chama crioula, símbolo maior da 17.ª Semana Farroupilha de Canoas, que movimentou um público de 120 mil participantes, conforme estimativas iniciais. A solenidade ocorreu às 00h40min desta segunda-feira, 21, em frente a Biblioteca Tradicionalista, no centro do Parque Esportivo Eduardo Gomes.
A solenidade começou por volta da 00h, com logo após a entrega das premiações das competições artísticas e campeiras, no palco central. A chama foi colocada em um outro palco especial, montado em frente à biblioteca, cercado pelas bandeiras do Brasil; do RS; de Canoas e das 43 entidades tradicionalistas do município. Após a composição com as autoridades, a banda da Base Aérea tocou o hino nacional e o hino de Canoas, enquanto era realizado o hasteamento das bandeiras. Em seguida, o presidente da AETC discursou, entregando um troféu de homenagem ao prefeito, em nome das entidades tradicionalista da cidade. No segmento, discursaram outras autoridades do município e lideranças do meio tradicionalista, até chegar a vez do prefeito
Com um apelo à mobilização permanente dos tradicionalistas no parque, e à difusão do tradicionalismo nas escolas, o prefeito remeteu-se aos valores de luta e honestidade dos gaúchos. "Vamos trabalhar o ano inteiro, disseminando a cultura, a história e as façanhas de nossos heróis às novas gerações", conclamou. Em seguida, ao lado do presidente da AETC, executou o encerrar da centelha da chama. Mesmo com o intenso frio, a cerimônia reuniu centenas de participantes. Conforme o presidente da Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas (AETC), Carmo Francisco de Souza, que executou o encerramento ao lado do prefeito, o desafio lançado pelo chefe do executivo está aceito. "Topamos; vamos movimentar nosso parque; vamos melhorar muitas coisas no ano que vem, e será pelo mérito do nosso trabalho", declara.
O toque do hino riograndense pela Base Aérea marcou o final do ato. Minutos depois, Luiz Marenco abria sua voz no microfone do Palco central. A festa ainda se estenderia um pouco mais para os presentes.
Ronaldo M. Botelho