O ritmo, o tom e a intensidade da contação de história predominou, do início ao fim, na intervenção da bibliotecária e professora, Rosinaura Barros, que abriu na manhã desta quinta-feira, 22, o Seminário Regional de Contação de Histórias em Canoas. O evento ocorre no auditório da Secretaria Municipal de Cultura e reúne dezenas de professores e especialistas nessa área, em que a cidade tem tido expressiva visibilidade. A gestora da biblioteca, Simone Maia, realizou a primeira intervenção na solenidade de abertura.
O Boneco Juca, principal experiência de Canoas, que se difundiu por escolas e até livros no município, foi apresentado aos presentes pelas professoras Sônia Petry e Maristela Bongiorni, que criaram esse personagem. Inovações na área do Livro e Leitura, como a criação das biblioparques, e as futuras bibliopraças e diversos projetos de incentivo à leitura, como o Sacola Itinerante, integram os esforços da atual gestão para destacar o livro nas políticas públicas, em que a contação de histórias é vista como um recurso importante. "É orientação da atual gestão municipal uma política culural marcada pela abrangência, não só das artes tradicionais, mas de todas as tendências e manifestações", observa o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Cultura, Flávio Adonis.
Em sua fala, Rosinaura abriu sua palestra pausadamente, contando a sua experiência de contadora na escola E.M.E.F Vila Monte Cristo, em Porto Alegre, onde utiliza dois personagens, por ela mesmo representados: a boneca Emília - que já foi destaque até em uma UTI neo-natal, na distração dos pais de recém-nascidos; e a Valentina, a "defensora dos livros". Além da exposição de sua experiência, ela deu dicas aos participantes para qualificar o a atividade de trabalhar a fantasia e a imaginação nas crianças e, no final, contou algumas histórias selecionadas.
O diretor de Cidadania Cultural, que integrou a solenidade de abertura, observa que o livro está no centro das políticas culturais da gestão municipal, e a contação de história é um campo rico para despertar o amor à literatura. "É um caminho fantástico para deixar as pessoas sedentas por leitura", considera. O evento prossegue até o dia 24, com diversas atividades na programação. Ainda pela manhã de hoje e à tarde, a temática da contação de história como instrumento de inclusão social está sendo a tônica do evento.
Ronaldo M. Botelho