As motivações íntimas para a pintura e os desafios de conciliar arte e sobrevivência em Canoas integraram o diálogo do artista visual Cláudio Schultz com a platéia que prestigiou a sua vernissage, realizada na noite desta segunda-feira, 7. Organizado pela Scretaria Municipal de Cultura de Canoas (SMC), o evento marcou a abertura da exposição dos trabalhos desse autor - e o convite a outros interessados - no auditório da Biblioteca Pública Municipal João Palma da Silva, no centro de Canoas. O coquetel iniciou por vota das 18h30; em seguida, o artista chegou ao local, acompanhado de dois familiares.
O evento foi aberto com uma performance de dança da bailarina Rosiclea Curtinaz. O seu figurino e a coreografia escolhida parecia propor dar vida a "Cigana", uma das telas que decorou, ao fundo, a apresentação. "Foi o começo de 2006, quando comecei com a sobreposição; o olhar expressa a inconstância do ser - humano, não trabalho muito a cor, mas a expressão dele", observa Schultz, ao explicar a criação dessa tela, um dos 25 quadros seus que integram a exposição.
Após uma breve intervenção, em que elogiou a iniciativa da Prefeitura de Canoas em apoiar a divulgação dos artistas locais, ele se colocou em disponibilidade para responder curiosidades sua história e técnica. "Tenho pouco tempo, mas muitos projetos a colocar em prática; hoje mesmo não consegui pintar, porque o cansaço me venceu", declara. Na presença de diretores da Secretaria, o autor também elogiou o apoio recebido pela SMC. "A arte sempre teve pouco espaço, mas esse ano, parece que está acontecendo em Canoas", nota.
Participaram da vernissage o titular da Secretaria Municipal de Cultura, Jefersom Assumção, além de vários outros gestores da SMC e artistas visuais canoenses, como as pintoras Hilda Lape e Nelly Debastiani. Na ocasião, o coordenador de artes visuais da Diretoria de Linguagens Artísticas da SMC, Fernando Lima, anunciou aos artistas presentes que o auditório é um espaço aberto para exposições de artistas interessados. "Aqui é a casa de vocês", declara. Os trabalhos de Cláudio Schultz permanecem nos corredores da SMC até o dia 18, para o acesso de visitantes interessados em conhecer.
Ronaldo M. Botelho