É ouvindo histórias que podemos sentir emoções importantes, como a tristeza, o bem estar, o medo, a alegria e tantas outras mais. Além de viver profundamente tudo o que as narrativas provocam, com toda a amplitude, significância e verdade que cada umas delas faz.
E foi ouvindo, sentindo e enxergando com os olhos do imaginário que, nesta segunda-feira, dia 07, os alunos do 5º ano da Escola Municipal João Palma da Silva, se divertiram com as aventuras de "O Mágico Atrapalhado", escrito por Daniela Chindler, e encenadas pelos contadores Boneco Juca, Maristela Bongiorni e Sônia Patry, na Hora do Conto, durante a 26ª Feira do Livro de Canoas.
Conforme a professora do João Palma da Silva, Lélia da Fontoura, que acompanhou as três turmas à Hora do Conto, todas as crianças, por muito amadas e queridas que sejam, vivem situações que consideram injustas, sonham com o dia em que o mundo vai descobrir que são muito mais inteligentes, muito mais bonitas, muito mais interessantes e dignas de ser amadas do que alguém reconheceu alguma vez. "É maravilhoso para a criança pressentir que essa descoberta pode acontecer. Daí se poder dizer que os contos carregam as baterias da auto-estima das crianças tendo grande importância na sua formação", afirma. Segundo ela, as histórias infantis existem desde que o ser humano adquiriu a fala. "De fato, é importante para o amadurecimento de qualquer criança ouvir muitas histórias. Escutá-las é o início da aprendizagem do leitor. Certamente um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo", finaliza.
A contadora Maristela Bongiorni, diz que o poder de sorrir, gargalhar com situações vividas pelos personagens, surge quando o publico torna-se cúmplice do momento de humor e divertimento. "É suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida relação a tantas perguntas, é encontrar outras idéias para solucionar questões. É uma possibilidade de descobrir o mundo imenso de conflitos dos impasses das soluções que todos vivemos e atravessamos", ressalta.
Pedro Foss