Em um trabalho conjunto da Secretaria de Desenvolvimento Social, através da ronda social e da Secretaria Saúde, pelo Departamento de Saúde Mental, a moradora em situação de rua identificada como Rosângela de Oliveira aceitou sair neste final de semana da calçada entre as Ruas 15 de Janeiro e Ipiranga, no Centro. Há pelo menos seis meses, equipes da ronda tentavam convencê-la a sair do local, com o encaminhamento ao albergue público, que fica no bairro Mathias Velho. Ela chegou a ser encaminhada anteriormente, mas permanecia menos de 24h e desaparecia. Neste domingo, 20, após várias abordagens, Rosângela foi convencida a ir para ao albergue. De acordo com Loiva Dietrich, diretora de Proteção Social Especial da Secretaria de Desenvolvimento Social, depois de ser encaminhada ela tomou um banho, escolheu roupas limpas e deixou os pertences guardados no local. Após os atendimentos básicos, ela foi encaminhada ao Grupo de Apoio Michel Foucault, que tem o objetivo de atender pessoas com diagnóstico de transtorno mental.
Loiva destaca que a ronda social desde abril deste ano tem feito um trabalho efetivo com as pessoas em situação de rua. Somente em agosto, as equipes abordaram diversas vezes estes cidadãos . "O eixo das ações é o da garantia dos direitos humanos, tendo como foco a prevenção à violência e preservação da dignidade humana". Apesar de preocupante, o caso de Rosângela não foi o principal foco dos trabalhos. "Este é mais um caso de sucesso nas abordagens, que priorizam o respeito e o livre arbítrio de cada pessoa, que sempre será encaminhada espontaneamente ao local", ressalta. As abordagens também incluem a orientação dos direitos básicos de cidadania, como acesso aos serviços públicos de saúde, por exemplo e ocorrem diariamente, de segunda à sexta, das 18h e 22h. Nos demais horários e nos finais de semana, a equipe opera em regime de plantão, através de denúncias que chegam pelo telefone 3472 7122, do próprio albergue.
Além disso, a secretaria retoma nesta terça-feira, 22, as reuniões sobre o projeto "Um Novo Olhar para a Rua", no sentido de disponibilizar políticas públicas para amenizar o quadro. O objetivo é reconhecer a população de rua em sua dignidade e diversidade, através da garantia de acesso às políticas sociais por meio de serviços, benefícios, programas e projetos, que possibilitem um padrão de vida digno e a redução das desigualdades sociais. Será constituído um grupo de trabalho envolvendo várias secretarias e coordenadorias do município, com a proposta de constituir uma política pública municipal atuante em várias frentes.
Cris Weber