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Promover a troca de experiências entre Mulheres da Paz de diferentes cidades, dialogando sobre o processo de capacitação e sobre as suas atuações comunitárias e elencar os elementos que tornam fundamental o projeto no âmbito das políticas de prevenção às violências. Este foram os objetivos centrais do 1º Encontro Regional de Mulheres da Paz, ocorrido na terça-feira, 11, durante as atividades do II Fórum Mundial de Autoridades Locais de Periferia.
Na oportunidade, cada cidade expôs os contextos locais de atuação, buscando
discutir a importância das Mulheres da Paz nas comunidades frente às políticas de
segurança pública, promovendo um debate acerca do lugar da atuação das Mulheres da Paz no enfrentamento às violências e à promoção dos direitos humanos.
O encontro contou com a presença dos dois projetos Mulheres da Paz de Canoas, Guajuviras e Grande Mathias Velho e Harmonia, juntamente com os municípios de Alvorada, Gravataí, São Leopoldo, Porto Alegre, Esteio e São José dos Pinhais - Paraná. Participaram ainda a secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Ariane Leitão, a coordenadora municipal de Políticas para as Mulheres, Márcia Falcão, representantes dos Direitos Humanos de Porto Alegre, Esteio e São Leopoldo.
O resultado do encontro pode ser visto na carta final, que afirma: "Este projeto não só tem o poder de questionar como também de provocar mudanças concretas. A partir da capacitação em temas de direitos humanos, envolvendo assuntos como relações de
gênero, raça, etnia, diversidade sexual, juventudes, criança e adolescência, idosas (os), educação, saúde, comunicação, acesso aos direitos e à justiça, enfrentamento às violências contra as mulheres, dentre outros, foi possível questionar padrões de comportamento pré-estabelecidos socialmente, frequentemente marcados por preconceitos e discriminações. Além da capacitação, atividades comunitárias também foram importantes para trazer a tona as discussões feitas internamente no projeto, provocando reflexões e transformações pessoais e comunitárias. Por fim, é possível verificar as mudanças acontecendo na vida das mulheres e da comunidade, através de atitudes como: retomar os estudos, ocupar espaços públicos, participar das redes comunitárias, denunciar situações de violência, exigir a prestação de serviços públicos voltados à garantia de direitos e rompimento com os papéis de gênero tradicionalmente estabelecidos. As mulheres da paz se tornaram referências comunitárias na luta pela garantia de direitos e no enfrentamento às violências".
A carta ainda será encaminhada às participantes para a redação final.As Políticas de Segurança e Gênero, da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania, foi a organizadora do encontro.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234