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O Centro de Referência para Mulheres Vítimas de Violência Patrícia Esber (CRM) está completando 2 anos nesta sexta-feira, 27. O espaço de acolhimento e atendimento psicológico, social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência contribui para o fortalecimento da mulher e o resgate da sua cidadania. É um serviço implantado pela Prefeitura de Canoas que conta com a parceria com a ONG Coletivo Feminino Plural. Desde o início, o CRM já atendeu 830 mulheres.
Em comemoração à data, nesta sexta-feira a CRM promoveu apresentação de dança da Escola de Dança Latablada.com.br e bate-papo sobre a importância o trabalho do órgão público na vida das mulheres.
Depoimento de uma canoense, que prefere o anonimato
"O centro é pequeno para o trabalho e a força que estas daqui pessoas exercem. Eu era totalmente perdida, me sentia sem identidade. Sinto falta quando não posso vir. Aprendi a lidar com diferentes situações e a enfrentar os problemas. Coisas que jamais imaginei fazer. É uma palavra, um gesto que fazem a diferença. As mulheres do centro são a extensão da minha família. Sou eternamente grata pelo serviço. Recomendaria para outras mulheres. Aqui as pessoas querem o bem da gente. Eu consegui me resgatar com mulher e mãe. A minha vida melhorou em tudo, mudou. Eu sou outra pessoa depois que entrei aqui. O retorno é muito acima do que vim buscar."
Seminário
O Coletivo Feminino Plural e a Prefeitura de Canoas estão produzindo um levantamento de dados sobre o perfil das usuárias do CRM e da sistematização da experiência, implantação dos serviços no combate à violência contra mulher no município. Os resultados vão ser apresentados no seminário que acontecerá no dia 5 de novembro, reunindo secretarias municipais, entidades envolvidas na área, e a Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres. A rede de enfretamento à violência no município é considerado referência para outras cidades do Rio Grande do Sul.
Patrícia Esber
O Centro, cujo nome homenageia a jovem canoense Patrícia Esber, de 32 anos, trabalhadora assassinada pelo marido em maio de 2009. Sua família generosamente autorizou o uso de seu nome para fortalecer e significar este novo espaço que é criado para acolher e apoiar as mulheres que desejam sair de situações de violência.
O local é composto por uma equipe técnica de advogadas, psicólogas e assistentes sociais, e de recursos materiais para prestar o atendimento de qualidade a todas as mulheres que necessitam de apoio para romper com situações de violência.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234