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No "Seminário Saúde da População Negra e Aids Canoas", realizado na tarde desta quarta-feira (2), foi apresentado o projeto Agentes Multiplicadoras em Saúde. Ele prevê a capacitação de mulheres para atuar na prevenção comunitária de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como Aids e hepatites virais. O evento se encerrou às 17h30, no Auditóririo Sady Schwitz, da Prefeitura de Canoas.
O principal objetivo do projeto Agentes Multiplicadoras em Saúde é formar mulheres, especialmente as negras, para atuar na orientação e prevenção em DSTs, nas suas comunidades.
A presidente da Associação Cultural de Mulheres Negras, Simone Cruz explicou que haverá capacitação para as mulheres que participarão do projeto. A coordenadora de Políticas para as Mulheres, Marcia Falcão, acrescentou que o que mais preocupa hoje é o aumento dos casos de Aids entre as mulheres. "Para isso, é necessário pensar em ações e políticas públicas eficazes", salienta Márcia.
Para o coordenador da Igualdade Racial, Sidiclei Mancy, os dados que existem sobre doenças da população negra relacionados ao HIV, anemia falciforme e outras doenças não refletem a realidade, já que muitas pessoas omitem a cor da raça. "Isso dificulta o levantamento preciso dos dados", disse.
O secretário de saúde, Marcelo Bósio, que integrou a mesa de abertura, destacou que é preciso um olhar diferenciado sobre a saúde da mulher, especialmente da negra. "Só assim geraremos políticas públicas mais eficientes."
Os temas do seminário abordaram a saúde da população negra e a interface racial na epidemia de HIV/Aids. O seminário também serviu para realizar um mapeamento dos dados sobre a saúde da mulher negra em Canoas.
O seminário foi promovido pela Associação Cultural de Mulheres Negras, Acemun, em parceria com a Coordenadoria da Igualdade Racial e Coordenadoria de Políticas para as mulheres .
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