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Uma roda de conversa reuniu mulheres do Quilombo Chácara das Rosas - primeiro quilombo urbano reconhecido no Brasil - na tarde desta sexta-feira (28). No encontro que integrou a programa do Mês da Mulher, elas tiveram a oportunidade de relatar suas dificuldades, alegrias e conquistas na luta por melhores condições de vida e contra o preconceito. O momento foi promovido pela Coordenadoria de Políticas para as Mulheres.
Seguindo a tradição do quilombo, foi a griô (anciã que conhece a história da comunidade) Maria do Carmo de Jesus, de 79 anos, uma das moradoras mais idosas do local, quem deu início aos relatos. Griô lembrou que quando chegou ao quilombo, antes uma grande área verde, tinha 9 anos de idade. Segundo a anciã, seus familiares sobreviviam da venda de rosas e verduras, daí a origem do nome da chácara.
Passo sofrido
“Aqui enfrentamos dificuldades para sobreviver, convivemos com o preconceito, sofremos muito, mas também nos alegramos. Sempre busquei dias melhores", afirmou, acrescentando que acha importante as crianças conhecerem a história dos antepassados, para valorizarem suas origens. "Estou muito feliz com as residências entregues no final do ano passado, pelo Programa Minha Casa Minha Vida. "Com elas, temos outra vida", salientou.
A secretária especial de Políticas para as Mulheres, Márcia Falcão, destacou a presença da escritora e pesquisadora Ancila Dani Martins, autora do livro "A presença afro - A marca dos afrodescendentes em Canoas e no Brasil", que acompanhou as conversas. "As crianças têm que estudar", orientou a visitante.
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