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Com o propósito de avaliar os três anos e meio dos serviços da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, o seminário "Compartilhando compromissos em rede: o protocolo de atenção a mulheres em situação de violência em Canoas" foi realizado nesta quinta-feira (25), no Auditório Sady Schwitz, pela Coordenadoria Municipal de Políticas para Mulheres e pela ONG Coletivo Feminino Plural.
A instalação da Coordenadoria da Mulher, o fortalecimento do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Condim), uma estrutura mais adequada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) foram ações consideradas como avanço, destacadas pela vice-prefeita Beth Colombo, na abertura do evento, que teve atividades realizadas pela manhã e à tarde.
"A Sala Lilás, espaço no Instituto Médico legal onde são feitos os exames de corpo de delito, e o Plantão Lilás, instalado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) para o acolhimento mais reservado às vítimas, foram conquistas importantes", citou Beth, que no evento representou o prefeito Jairo Jorge.
A assessora superior do gabinete do prefeito Jairo Jorge, Maria Celeste de Souza da Silva, comentou que o seminário tem a proposta de reconstruir e reavaliar o trabalho desenvolvido em Canoas, que é exemplo para outros municípios. Maria Celeste também falou da importância do trabalho em rede na redução de crimes contra a mulher.
Encorajamento
Para a secretária especial Lurdes Santin, da Coordenadoria Municipal para Mulheres, este momento de reavaliação dos serviços é importante para possíveis ajustes. A secretária destaca que a rede deve ter um fluxo que encoraje a vítima a romper com o ciclo da violência. "Que cada mulher em Canoas, cada vez mais, denuncie, sabendo que, realmente, não está sozinha", declarou. De acordo com a coordenadora do Coletivo Feminino Plural, Télia Negrão, a intenção é fortalecer e concretizar uma diretriz nacional. "O enfrentamento é feito de acordo com a política nacional e é importante que cada serviço siga um protocolo, tenha um fluxo conhecido por todos os entes", destacou acrescentando que, desta forma, as denúncias não caiam no vazio e que a mulher tenha confiança de que o processo será levado até o final.
A magnitude da violência contra mulheres, os esforços, obstáculos e desafios da rede para cumprir o papel definido pela Lei Maria da Penha e a discussão da dinâmica de uma rede de atendimento foram temas tratados nos painéis e palestras do encontro que reuniu representantes do Centro de Referência da Mulher Patrícia Esber (CRM); da Casa Abrigo, da Patrulha Maria da Penha, do Ministério Público, bem como dos segmentos da Saúde, Educação, Segurança Pública e Cidadania e Habitação, que desenvolvem articulam com a rede especializada.
Participações
A diretora estadual de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Salma Valêncio; a titular da DEAM, delegada Carolina Terres, a presidente do Condim, Miriam Chevarria, e o defensor público João Batista Oliveira, também participaram da abertura do evento.
Conscientização
As representantes do Condim distribuíram fitinhas cor de laranja aos participantes, como convite à reflexão sobre a violência e o que está sendo feito para combater o problema. "A cada mês, sempre no dia 25, nossa equipe visita um quadrante da cidade para distribuir as fitas e levar informação sobre a rede. A informação é ferramenta das mais poderosas", afirmou.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234