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Uma blitz florida surpreendeu as motoristas na manhã desta quarta-feira,8, na Avenida Victor Barreto. A Unidade de Educação, da Diretoria de Trânsito (que integra a Secretaria de Transportes e Mobilidade) distribuiu rosas às motoristas e às pedestres, celebrando o Dia Internacional da Mulher, junto com recomendações de segurança na circulação pelas vias. O inusitado foi bem recebido. "Foi tão inesperado, mas achei muito bom. Rosas, ao invés de multas, é uma ação muito positiva", diz a fisioterapeuta Lia Feller.
O chefe da unidade, Renato Correia, conta que em Canoas, dos quase 170 mil motoristas, pouco mais de um quarto são mulheres (por volta de 45 mil). "Queremos humanizar o trânsito e estamos aproveitando esta data especial para isso", diz ele. "Queremos também mostrar à população que nosso trabalho não é só multar, mas, em primeiro lugar, evitar acidentes, mortos e feridos", diz.
Mais cuidadosas
No outro lado da calçada, a cabeleireira Maria Gomes não esperou ser vista e reivindicou para si uma flor. "Hoje é o nosso dia e eu mereço", justifica. Ela, que também dirige, gostou da ação, pois considera muito difícil a relação entre pessoas e veículos. "Não é fácil andar por aí, os carros não respeitam a gente. Quando posso, prefiro andar de transporte público. É mais barato", afirma.
Correia cita que as estatísticas reconhecem que as mulheres se envolvem muito menos e com menor gravidade em acidentes do que os homens.
Atualmente, falar no celular ao volante e a falta de uso do cinto de segurança são as principais infrações urbanas."Muita gente se machuca por causa disso", aponta Correia. Ele lembra que a multa para uso do celular à direção passou de R$ 85 para R$ 293.
Outro problema delicado é em relação às motos, principalmente quando triangulam com carros e pedestres. "As motos podem circular entre os veículos se estiverem em velocidade baixa, mas não é isso que se vê por aí. Quando as pessoas atravessam a rua, especialmente fora da faixa, correm o risco duplo, pois se escapam dos veículos, podem ser atingidas pelas motos que circulam entre faixas e não são notadas facilmente", alerta Correia.
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