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O trabalho integrado dos diversos setores vinculados a questão da mulher, por meio de uma rede de apoio, foi um dos pontos fortes destacados durante a solenidade de inauguração do Centro de Referência para a Mulher em Situação de Violência Patrícia Esber, realizada na última terça-feira, 27. Símbolo da luta das mulheres canoenses pelo respeito e a dignidade, a trabalhadora do Fórum de Economia Solidária, Patrícia Esber, foi lembrada por vários do interlocutores, além de seus familiares que também prestigiaram a solenidade.
A criação do centro é também reflexo da união intersetorial de forças, que a Prefeitura de Canoas concretiza com recursos do Ministério da Justiça, e por meio de uma parceria entre diferentes secretarias que estão envolvidas nessa empreitada. Além da Cooordenadoria Municipal das Mulheres, que protagoniza a mobilização com a sociedade civil, e o Coletivo Feminino Plural – responsável pela implantação da metodologia de trabalho nessa instituição – também tiveram protagonismo na viabilização do centro as secretarias municipais de Desenvolvimento Social e Segurança Pública e Cidadania.
Abaixo, o discurso realizado pela titular da Coordenadoria Municipal das Mulheres durante a inauguração do centro:
“Em Canoas, há mais de 20 anos nosso atual prefeito Jairo Jorge, ouvindo o movimento organizado de mulheres, garantiu a inclusão de políticas de proteção as mulheres no plano diretor do município.
Entre estas, se encontra a instalação do Centro de Referência para Mulheres em situação de violência, serviço que hoje se torna realidade.
O efeito da violência contra a mulher - o maltrato, as humilhações, as agressões físicas, sexuais e psicológicas - é devastador sobre a auto-estima da mulher.
O medo que elas sentem cotidianamente, a vergonha diante dos familiares e dos vizinhos, provoca ansiedade, depressão e deixa seqüelas permanentes na vida de quem as sofre.
Enfrentar o medo é causa de muito constrangimento para as mulheres. Essa situação se torna impossível quando a mulher não encontra apoio.
A violência sofrida dentro de suas próprias casas é responsável por 70% a 80% dos homicídios que atingem a população feminina e os companheiros são os autores do crime.
Na maioria das vezes o episódio mais grave da violência é o fim de linha de uma situação crônica que aos poucos foi destruindo as defesas das vítimas até deixá-la completamente à mercê do agressor, sem condições até de pedir ajuda.
A realidade vivida por Patrícia e sua família nos mostra de perto a situação enfrentada por centenas de mulheres todos os dias.
A violência contra a mulher mostrou seu lado mais doloroso em maio de 2009, quando Patricia Ivaniski Esber, uma jovem mulher de 32 anos, cheia de vida, planos e realizações foi cruel e brutalmente assassinada pelo companheiro de quem esperava respeito e consideração.
Gostaríamos que esta homenagem não fosse necessária. Mas, ao lembrarmos a história da Patrícia que dá nome a este Centro de Referencia, queremos dar rosto a tantas mulheres que lutam pelo rompimento deste ciclo perverso que mutila a vida de muitas famílias e renovar o compromisso com o atendimento qualificado as mulheres em situação de violência em nosso município.
Estes serviços devem atuar de forma articulada entre si e com as redes setoriais de saúde, assistência e segurança pública Delegacia da Mulher, juizado de violência doméstica e familiar, Casa Abrigo, Centro de Referencia entre outros.
Poder homenageá-la é criar um símbolo de luta pelo fim de todas as formas de violência contra as mulheres, de respeito aos direitos humanos e à dignidade.”
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234