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A Diretoria da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Canoas, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Comdip), realizou na manhã dessa quinta-feira (21) uma blitz pela acessibilidade, no Centro. Foram visitados estabelecimentos comerciais da região na tentativa de sensibilizar e verificar as condições de acesso de cadeirantes, deficientes visuais e pessoas com mobilidade reduzida. Ao todo, 24 locais foram autuados por fiscais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SMDUH). A caminhada, que reuniu entidades de pessoas com deficiência, percorreu as avenidas Victor Barreto, XV de Janeiro e rua Muck e foi acompanhada pela Guarda Municipal. A ação faz parte do Dia Nacional de Lutas da Pessoa com Deficiência, data lembrada em todo o país com ações voltadas à luta da pessoa com deficiência.
Você já tentou entrar em alguma loja e, na porta, havia uma obstrução, os degraus eram estreitos ou muito altos? É bem provável que sim. É um incomodo, não? Agora, tente imaginar a rotina de deficientes visuais e cadeirantes que precisam se locomover pelas ruas com autonomia e segurança. Lojas sem rampas de acesso, calçadas sem piso tátil, buracos, latas de lixo e uma infinidade de outros obstáculos limitam o direito de ir e vir de pessoas com deficiências. Se você não tem nenhuma restrição física, é muito provável que não note, mas, em muitos lugares, se locomover com segurança e conforto é quase impossível. Para reduzir essa realidade em Canoas, a Diretoria da Pessoa com Deficiência vem realizando iniciativas, como a dessa quinta-feira, para orientar e fiscalizar os comerciantes.
Uma escada no meio do caminho
Em um dos estabelecimentos visitados pela blitz, na avenida Victor Barreto, a acessibilidade estava garantida, havia piso tátil e rampa, mas uma desatenção poderia causar acidentes. Isso porque trabalhadores que faziam a manutenção no telhado do comércio colocaram uma escada sobre o piso tátil, que é usado por deficientes visuais, potencializando o risco de um incidente. Nesses casos, quando há a necessidade de obstruir temporariamente o piso tátil, a orientação é sinalizar com cones o local onde a interrupção acontece, para garantir a segurança de quem passa e daqueles que trabalham ali.
Nas três ruas visitadas pela caminhada, foram encontrados 24 estabelecimentos que não cumprem a lei. Eles foram autuados pela SMDUH e terão 30 dias para se adequarem. Outros três locais, que já haviam sido autuados, receberam Autos de Infração, e devem realizar as obras de acessibilidade em até oito dias. A presidente do Comdip, Kelly Oliveira, destacou a importância da presença dos fiscais que realizaram as atuações no ato. "Isso serve para mostrar que nós estamos, sim, fazendo a lei ser cumprida. Temos que fazer, efetivamente, o nosso papel de fiscalizar.", lembrou Kelly. A presidente acredita que, a partir de ações como essa, a conscientização aumentará. "Na minha opinião, mais da metade desses locais foram autuados irão de adequar à lei. Nosso trabalho tem surtido efeitos.", disse. Durante o evento, foram distribuídos folders com informações sobre a promoção do acesso seguro e confortável para as pessoas com deficiência.
Palmas e elogios
A blitz da acessibilidade também encontrou muitos locais que proporcionam segurança a autonomia aos cadeirantes, deficientes visuais e pessoas com mobilidade reduzida. Por onde a caminhada passou e encontrou essas características, os proprietários foram elogiados e, alguns, até aplaudidos pelos participantes. Robson Gonçalves, gerente de uma loja que tem acessibilidade, frisou a importância de garantir a segurança de pessoas com deficiência. "Há bastante tempo já construímos a rampa e colocamos piso tátil. É uma questão humana e também comercial, já que eles também são clientes e consomem nossos produtos.", ressaltou o gerente. No mesmo sentido, o diretor da Pessoa com Deficiência, Jair Silveira, atenta para o fato de que pessoas com deficiências também são clientes. "Os comerciantes precisam lembrar que somos cidadãos consumidores", lembra Silveira.
Por onde passou, a blitz despertou olhares, curiosidade e adesão. Margareth Silveira, de 84 anos, que por conta de idade tem restrições físicas, apoio e elogiou a inciativa. "Eu assino embaixo. Acho muito importante que existam rampas de acesso ao invés de escadas e que as calçadas sejam seguras. Estou junto nessa.", afirmou a idosa.
Ao fim da blitz, o diretor da Pessoa com Deficiência, Jair Silveira, lembrou da importância da união de várias entidades para a realização da ação. "Foi muito bom contar com a participação de todos neste ato de sensibilização dos comerciantes. Estamos lutando para tornar a cidade de Canoas mais inclusiva.", destacou o diretor. A caminhada de fiscalização, que já passou pelos bairros Mathias Velho e Guajuviras, deve tomar as ruas de Canoas novamente nos próximos meses.
Também participaram da blitz representantes da Secretaria Municipal das Relações Institucionais, das diretorias da Juventude, das Políticas de Igualdade Racial, do Idoso e das Políticas para as Mulheres.
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