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O filme "Quilombo" - coprodução brasileira e francesa rodada em 1986, sob a direção do cineasta Cacá Diegues - abriu o Projeto Cinema Negro na Escola Municipal de Ensino Fundamental Guajuviras, na manhã desta quinta-feira (25). O projeto, que leva à conscientização da autodeclaração da raça-cor, é da Coordenadoria de Políticas para Igualdade Racial (CPIR).
Mais de 130 estudantes, incluindo estudantes do turno da tarde da EMEF Guajuviras, assistiram ao filme, que retrata a vida de escravos em um engenho em Pernambuco, por volta de 1650. Um grupo se rebela e ruma ao Quilombo dos Palmares, onde existe uma nação de ex-escravos fugidos que resiste ao cerco colonial. Entre eles, o destaque é Zumbi que contesta ideias conciliatórias e enfrenta o maior exército jamais visto na história colonial brasileira.
Conforme o secretário Especial, Sidiclei Mancy, o Projeto Cinema Negro está superando expectativas. No primeiro dia de inscrições já foram agendadas 32 exibições em escolas municipais. Tem outras cinco que estão aguardando. "Os estabelecimentos de ensino da rede particular também estão inscrevendo-se, além de escolas de outras cidades", disse.
Devido ao número de escolas inscritas para receber o Cinema Negro, a intenção de Mancy é estudar a possibilidade de realizar apresentações três vezes por semana. Atualmente são exibidas sessões nas terças e quintas-feiras. "As turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) também querem ser agendadas", explica.
Estudantes
A aluna Bianca Kiefer, 14 anos, disse que é muito importante conhecer a cultura do Brasil: "É preciso refletir sobre o preconceito e saber de onde veio o nosso povo", comentou. Daniel Silvano, 14 anos, relatou que não conhecia a história da escravidão como foi relatada no filme: "Quando houve essa guerrilha, muitos negros morreram porque eles não tinham armas", avaliou.
Debate
Depois da exibição do "Quilombo" houve debate com os alunos, que também responderam a um questionário.
Objetivo
O objetivo do projeto, que tem a parceria da Secretaria Municipal de Educação (SME), é levar às escolas exibição de filmes temáticos sobre a história da África, da cultura afro-brasileira e a história contemporânea. "O Projeto Cinema Negro quer proporcionar o debate na comunidade escolar sobre a aplicabilidade da Lei 11.465, de 10 de março de 2008", destacou.
O que a lei estabelece
A lei estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e prevê a inclusão no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-brasileira e Indígena".
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234