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Uma celebração afro-ecumênica marcou a abertura do Novembro Negro em Canoas. Cantos ao som de atabaques e danças africanas fizeram parte da homenagem, nesta segunda-feira (3), na Escola Municipal de Educação Fundamental (EMEF) Pernambuco, Rua Concórdia, 1.740, Bairro Niterói. O evento é realizado em parceria entre a Coordenadoria de Políticas para Igualdade Racial e Secretaria Municipal de Educação de Canoas (SME).
Os estudantes da Escola Pernambuco participaram atentos das atividades que propõem unificar debater e divulgar as políticas públicas de igualdade racial. Professoras da mesma escola, com vestimentas africanas, dançaram ao som de atabaques levando o Evangelho e também cestas com frutas, canjica, balas e doces, como parte do ofertório. Houve cantos de agradecimento e saudações aos orixás.
Católica
Na celebração estava presente o frei Wilson Dall´Agnol, representando a Igreja Católica. Segundo ele, neste mês de homenagens a Zumbi dos Palmares, é importante refletir sobre a luta do povo negro ao longo da história. "Esta celebração significa que todos somos parte do plano de um mesmo Deus", disse. Ele acrescentou que devemos nos inspirar em Zumbi para buscar a liberdade, a fraternidade e a igualdade, sem distinção.
Ylú Ayê
Conforme a coordenadora do Grupo Cultural Ylú Ayê, Bárbara Pereira, o momento simbolizou um resgate afro-cultural, por meio da música, dança, artesanatos e percussão. Ela cantou, fez saudações aos orixás e coordenou a celebração afro-ecumênica. O Ylú Ayê completou 30 anos de atividades em Canoas.
Educação
O secretário Municipal de Educação de Canoas, Eliezer Pacheco, fez uma indagação aos estudantes: "Quem foi Zumbi dos Palmares?" Segundo o secretário, é de extrema importância à história do povo negro, uma das matrizes fundantes de nossa cultura. "Todos somos iguais e a escola pública representa o espaço dessa igualdade", garantiu Eliezer Pacheco. "Este é um projeto histórico em Canoas. Um mês inteiro para discutir a matriz africana", concluiu.
O diretor de Educação Inclusiva da SME, Eri Domingos da Silva, explicou que as políticas públicas devem ser transversais, envolvendo os diversos setores do Município. "É dever da Educação participar, trabalhar e discutir todas essas questões. É importante que permaneçamos com essas ações durante todo o ano de 2015", argumentou.
Igualdade
O secretário especial da Coordenadoria de Políticas para Igualdade Racial, Sidiclei Mancy, coordenou as apresentações e, inclusive, tocou atabaque no momento dos cantos. Segundo ele, este será um mês especial para discutir as políticas públicas de igualdade racial.
Segundo o secretário, várias são as atividades que serão desenvolvidas durante o mês, principalmente nas escolas municipais. Entre as atrações estão o Museu do Negro; seminário sobre saúde da população negra; debates sobre a consciência e cultura negra; contação de histórias afro-brasileiras e africanas; pesquisas sobre Umbanda e Candomblé; mostra de fotografia; cinema negro; feira da diversidade, entre outras programações.
Danças e capoeira
Também alunos da Escola Pernambuco, que fazem parte do Projeto Mais Cultura, fizeram apresentações de danças africanas. Houve exposição de artesanato e de máscaras do artista João Máximo. O Grupo de Capoeira Ilê de Oxossi, da EMEF Nancy Pansera, também fez parte das apresentações. Ainda houve mostra da Moda Afirmativa Grife Hey Afro.
A diretora da Escola Pernambuco, Gislaine Gomes, enfatizou a importância do Novembro Negro. "É um mês todo dedicado a uma cultura tão bonita, que faz parte do nosso País, da nossa cidade e que precisamos valorizar e respeitar".
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