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O 1º Encontro das Relações Étnico Raciais de Canoas debateu nesta quarta-feira (26) o estudo da história e cultura afro-brasileira nas escolas municipais de Ensino Fundamental. A atividade integrou a 2ª Semana da Consciência e Cultura Negra de Canoas, na programação do Novembro Negro.
O debate, promovido pela Coordenadoria Municipal de Políticas para Igualdade Racial e pela Secretaria Municipal de Educação, ocorreu na Associação dos Servidores Municipais de Canoas (ASMC), das 8h às 17h.
Ações
O secretário especial da Coordenadoria da Igualdade Racial, Sidiclei Mancy, destacou a importância do encontro. "Essa é uma das principais atividades da 2ª Semana da Consciência e Cultura Negra, pois promove ações para a aplicabilidade da Lei nº 10.639/2003, que teve o texto renovado pela Lei 11.645/2008", explicou o secretário.
A lei torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e de Ensino Médio, públicos e privados.
Africanidades
A professora especialista em Estudos Africanos e Afro-brasileiros, Adiles da Silva Lima, salientou o que ensino ainda não conseguiu, na plenitude, colocar em prática as diretrizes curriculares relativas ao estudo de africanidades e culturas indígenas nas escolas.
Segundo a especialista, a lei veio para uniformizar as práticas pedagógicas, pois antigamente eram os poucos professores negros que se interessavam em visibilizar seus valores étnicos. "A lei diz a escola tem que desenvolver projetos o ano todo, buscando a interlocução com todas as disciplinas. Por mais de 450 anos os currículos mostraram as vitórias, os heróis, as conquistas, a história, danças e músicas do povo europeu", afirmou.
Também palestraram os professores Roberto Santos e Cláudio Kierin. Foram ensinados ainda jogos africanos, que podem ser aplicados nas escolas.
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