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Há exatamente 127 anos, em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel - filha do imperador Pedro II e Teresa Cristina de Bourbon - assinou a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil. Apesar desse mais de um século, o negro no Brasil ainda sofre discriminação social e precisa, com muito esforço, lutar para conquistar seu espaço na sociedade.
A Coordenadoria da Igualdade Racial (COPIR), da Prefeitura de Canoas, utiliza o dia 13 de maio para trabalhar a conscientização da população contra o racismo. O Movimento Negro, explica o secretário especial da Coordenadoria, Sidiclei Mancy, considera que esta data tem apenas a função de "registro histórico" e por isso luta pela desconstrução da ideia de que a Lei Áurea foi a salvadora dos escravos.
Para enfrentar com força as questões referentes às diferenças raciais, a Administração Municipal de Canoas criou, em 2009, a Coordenadoria da Igualdade Racial.
O secretário Sidiclei Mancy afirma que as políticas públicas para a igualdade racial deveriam ter começado logo no dia seguinte à assinatura da Lei Áurea. "Ninguém nasce escravo. Os negros foram escravizados. Quando os negros vieram da África, trouxeram inúmeras técnicas para o Brasil. Técnicas muito importantes, utilizadas até hoje, mas, infelizmente, elas são atribuídas a outros setores da sociedade", disse.
A COPIR busca, em parceria com a Secretaria de Educação, incluir no material de aula dos alunos da rede pública municipal, livros didáticos que contem a história africana dentro do Rio Grande do Sul. "Temos uma luta constante para adquirir livros didáticos que possam ser incluídos no currículo escolar, para que as pessoas conheçam a verdadeira história. Nosso Estado tem grande influência africana", explica.
Atividades no Dia da Lei Áurea
Para marcar a luta contra a discriminação racial, neste 13 de maio, o transporte público em Canoas veicula, durante todo o dia, vídeos sobre essa temática, com o propósito de conscientização da população no combate ao racismo.
A Coordenadoria realizou, ainda, visitas em quatro escolas municipais (EMEF João Paulo I, Ildo Menegetti, Pernambuco e Monteiro Lobato), para contar a história por trás da assinatura da Lei Áurea.
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