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Paula Vinhas
O grupo de imgrantes participa do projeto Português para Estrangeiros, desenvolvido na instituição
A possibilidade de auxílio do Município para a adaptação dos haitianos que se estabeleceram em Canoas foi tema do encontro realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Nancy Pansera, nesta segunda-feira (8).
Representantes do poder público municipal conversaram com o grupo de 20 imigrantes que participam do projeto Português para Estrangeiros, desenvolvido na instituição, por voluntários.
Com os novos moradores da cidade, ficou acertado que na próxima semana uma equipe da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) fará plantão para cadastrar os haitianos no CadÚnico e, a partir disto, fazer os encaminhamentos necessários para a inclusão deles nas áreas da educação, saúde e mundo do trabalho. "Também promoveremos uma oficina sobre direitos trabalhistas", informou a secretária Maria Eunice Wolf Dias.
O grupo ainda será incluído no Banco de Oportunidades, uma ferramenta da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) que disponibiliza o currículo de profissionais nas mais diversas áreas de trabalho às empresas locais. Um fluxo de comunicação do grupo com a equipe da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania (SMSPC), para a comunicação de ocorrências que coloquem a integridade física dos imigrantes em risco, também foi criado. "Estabelecemos um canal inicial através da escola", destacou o secretário Adriano Klafke, da SMSPC.
Em nome de seus conterrâneos, o haitiano Widny Orneles, 35 anos, falou da vontade que eles têm de se estabelecerem em Canoas, com condições para trazerem suas famílias à cidade. "Estamos felizes pela acolhida. Buscamos ajuda para termos o visto para permanecer no país e trazer nossos familiares, para encontrar trabalho e terminar nossos estudos", declarou Orneles, com a ajuda de uma intérprete. Ele está na cidade há três meses. Com mais tempo em Canoas, e já falando um pouco de português, Romario Negriel, 32 anos, comenta que está adorando morar aqui. "É formidável morar em Canoas", elogiou.
O grupo de estrangeiros, alguns com o ensino médio, outros universitários, e alguns sem escolaridade, tem aulas de segunda-feira a sábado, para aprender o nosso idioma. Voluntários ajudam tanto nas aulas como na mobilização para a arrecadação de alimentos e agasalhos.
O secretário especial da Coordenadoria da Igualdade Racial, Sidiclei Mancy, e representantes das Secretarias Municipais de Educação, Relações Internacionais e voluntários também participaram do encontro.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234