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A Casa das Artes Villa Mimosa recebeu a oficina de turbantes, com três integrantes do Coletivo Oluche. Esta atividade não se limitou, apenas, a ensinar a montagem do acessório, mas, também trabalhou a questão da valorização da mulher negra. O evento ocorreu na tarde desta quarta-feira (17).
Visando quebrar os estereótipos de beleza impostos pela sociedade, as oficineiras Priscila Pereira, Malize Fontoura e Vanessa Rodrigues debateram sobre beleza feminina, cabelos, racismo e a luta pela igualdade racial. "A importância da oficina está no diálogo e na troca de experiências através do elemento turbante. Queremos trabalhar a autoestima da mulher negra, que se sente excluída nos padrões de beleza e, por isso, às vezes, se considera feia, o que não é verdade", afirmou Malize.
Durante a atividade, as três apresentaram um vídeo que mostrava a diversidade de cabelos, com o objetivo de conscientizar contra o racismo. Após, foi contada a história do turbante e sua inserção na cultura afro. A apresentação foi construída sobre três pilares: resistência, resiliência e reconciliação.
A Coordenadoria da Igualdade Racial, promotora da oficina, comemorou o resultado do evento. O secretário especial Sidiclei Mancy afirmou que a atividade é mais uma ação afirmativa da coordenadoria para fortalecer o combate ao racismo. "É um passo para que os negros mostrem sua força, seu aceitamento e reconhecimento. Temos que excluir este estereótipo de que tudo que é do branco é belo e o do negro não", disse.
Após os debates, foi realizada a construção dos turbantes. As 25 alunas presentes levaram seus tecidos e praticaram umas com as outras sob a orientação das instrutoras.
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