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O reajuste do modelo de gestão do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), voltado ao seu fortalecimento e sustentabilidade econômico-financeira e assistencial foi o primeiro tema tratado na 37ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão. O encontro ocorreu, nesta quinta-feira (12), no Salão Vip do Cassino dos Suboficiais e Sargentos da Guarnição de Aeronáutica de Porto Alegre (CSSGAPA), no Bairro Nossa Senhora das Graças.
Logo após a abertura do encontro, o prefeito Jairo Jorge; o secretário municipal da Saúde, Marcelo Bósio; e o diretor superintendente do HNSG, Carlos Eduardo Ribeiro, detalharam a atual situação do hospital. Eles comentaram a receita e as medidas necessárias para buscar o equilíbrio. Foi firmado um Termo de Cooperação Técnica, entre a Prefeitura de Canoas e a Associação Beneficente Canoas (ABC), mantenedora do hospital, para gestão da casa de saúde, com profissionalização e eliminação da ineficiência de alguns processos até agora adotados.
“Este momento de reajuste do modelo de gestão é fundamental para que possamos fortalecer tanto a ABC, enquanto mantenedora do hospital, como o HNSG, uma instituição privada e filantrópica e, portanto, de interesse público, e que está intrinsecamente ligada à cidade”, destacou Bósio.
Apresentação do cenário financeiro
“A atual dívida geral do hospital está em quase R$ 100 milhões”, informou Ribeiro. Ele explicou que cerca de 20% refere-se à dívida não exigível, que, com o pagamento da moratória do Sistema Único de Saúde (SUS), nos próximos anos, será amortizada. “Com isso, o total de exigível fica em torno de 80 milhões. Essa é a fotografia de todo o cenário do passivo do Nossa Senhora das Graças, incluindo dívidas com fornecedores, impostos, empréstimo bancário, obrigações trabalhistas, água, luz, telefone, energia elétrica, entre outras. Contas do passado e recentes”. Frente a esta situação, o superintendente falou de medidas emergenciais que estão sendo adotadas, como a revisão de todos os contratos e serviços, atendendo à manutenção da qualidade e da ética profissional.
Sugestões ao Plano Diretor Ambiental
Na continuidade da reunião, a secretária municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Joceane Gasparetto, apresentou as sugestões ao projeto de revisão do Plano Diretor Urbano Ambiental de Canoas, encaminhadas pela comissão temática dos CDES. Joceane falou das 28 propostas apresentadas pela Comissão, tendo sido a maioria consensuada e algumas mantidas, conforme consta no atual plano Diretor, em destaque o quarteirão estruturador que se manterá em 5,7 hectares; as propostas para desenvolvimento da região central da Cidade com ajustes no Plano para incentivar o desenvolvimento. Itens como sistema viário, regulamentação de EVU (Estudo de Viabilidade Urbana) e EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) e mapa ambiental terão prazo para regulamentação e apresentação. "Houve um conjunto de reuniões entre as comissões, além de audiências em cada quadrante da cidade, abrindo espaço para debate e contribuições. A proposta está pactuada, o que é um avanço para a Canoas". A secretária falou, ainda, que a estrutura de gestão do plano foi adequada conforme a lei que criou a autarquia Canoas XXI.
Proposta representativa
Para o diretor-presidente do Instituto Canoas XXI, Celso Pitol, o debate em torno do PDUA foi uma grande oportunidade de uma efetiva participação popular na cidade.
"Após esse longo processo de diálogo com a sociedade, coordenado pelo ICXXI e o Grupo de Trabalho, está sendo compilado tudo que ocorreu para fecharmos a proposta, incluindo os mapas que definem todo o zoneamento e a confecção final do projeto de lei. Esse resultado é o que há de mais representativo possível da média das necessidades e anseios dos canoenses. Agora, essa proposta será encaminhado ao Gabinete do Prefeito, e posteriormente, à Câmara de Vereadores para votação", disse.
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