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Tony Capellão
No Conselhão, prefeito expôs a relevância de empreendimentos em andamento e apresentou um quadro das finanças do Município
A Coordenadoria de Integração Institucional realizou, nesta quinta-feira (14), no CSSGAPA, a 38ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) de Canoas. O encontro foi coordenado pelo secretário-executivo do CDES, Luis Antônio Possebon, e presidido pelo prefeito Jairo Jorge. O encontro contou, também, com a presença da vice-prefeita Beth Colombo.
A saudação do prefeito ressaltou a importância de espaços de diálogo como o Conselho e de que, ao contrário de alguns gestores, sua função é governar. "De minha parte, os senhores nunca vão ouvir lamurias. Nosso trabalho é governar. A critica é muito importante para o gestor. Alguns têm dificuldades com isso. Alguns se intimidam. Acho fundamental para sairmos da nossa zona de conforto. Sempre temos que nos movimentar para melhorarmos. Nada é absoluto, nada é definitivo. A vida é um processo. Por isso temos de ter esse espaço de diálogo e, esse Conselho, é uma das mais importantes ferramentas de participação", disse o prefeito.
Um shopping viável
Após a aprovação da ata da 37ª reunião, o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Mario Cardoso, falou sobre a viabilidade técnica do Shopping Popular, que será construído na Mathias Velho. "Será um empreendimento sustentável, também, economicamente", disse. Com uma área de mais de 24 mil metros quadrados, o shopping terá seis pavimentos com um público circulante estimando em 30 mil pessoas. Foram detalhados alguns pontos como a concessão de 35 anos para exploração comercial e o custo da obra, que ficará em torno de R$ 43 milhões, sendo que R$ 17,7 viriam da iniciativa privada e outros R$ 25 milhões de financiamentos. O pay back, ou seja, o retorno do investimento, poderá ser em até 14 anos. O shopping terá 162 lojas, restaurantes, farmácias, espaço kids e até quadra poliesportiva. Carlos Ceccin, consultor de Análise Econômica e Financeira, detalhou a viabilidade econômica do empreendimento. As obras civis, de construção propriamente dita, devem consumir cerca de R$ 40 milhões. Os rendimentos dos investidores, tendo como base, por exemplo, o alvo social do projeto, que são os stands e os pontos de agricultura familiar, ficariam em torno de R$ 400,00 a R$ 1.000,00 respectivamente.
Tecnologia e urbanismo
O secretário Mario Cardoso prosseguiu com detalhamento do Cluster Industrial e Tecnológico, cujos projetos deverão ser apresentados até 12 de junho e, o termo de doação, deve ser firmado em 20 de junho. O presidente do Instituto Canoas XXI, Celso Pitol, reafirmou a importância do Conselho nas opiniões e debates sobre o Plano Diretor Urbano e Ambiental que, ao longo de dois anos, teve cerca de 120 reuniões internas, seminários com ajustes e revisões com o objetivo de simplificar e esclarecer a aplicação da lei e, principalmente, reconhecer a vocação do território.
Uma nova ideia viária
Um dos temas mais aguardados da reunião foi a apresentação, detalhada, do projeto da Perimetral Oeste, que terá 8,2km, da rua Curitiba até a Hermes da Fonseca. Alguns trechos já estão sendo entregues, com ordem de início de trabalhos, já dentro das possibilidades previstas no projeto inicial e, de acordo com o Plano Diretor Urbano e Ambiental como as ciclovias e sinalizações. O engenheiro Magnus Corassini, da empresa Technique Engenharia, detalhou cada etapa do projeto, dividido em oito partes. A necessidade de desocupações é pequena tendo em vista a rota da perimetral. Coube à arquiteta Luciane Kinsel falar sobre o conceito de urbanização, que também foi feito a partir dos oito trechos. A ideia da construção de um parque linear deve atender ao conceito de apropriação da cidade e da identificação de zoneamento. Por exemplo, próximo a uma escola, o parque terá quadras esportivas, espaço para apresentações, academias ao ar livre. Jogos de mesa, playground, pistas de skate, bancos e até cinema ao ar livre compõem o projeto.
Sem parar
O prefeito Jairo Jorge apresentou, ainda, os dados financeiros do primeiro quadrimestre. Sempre se dizendo um otimista, mas cauteloso, o prefeito demonstrou que, mesmo com uma perceptível queda em arrecadação em relação ao mesmo período do ano passado, o que é sintomático também de uma situação econômica nacional, nenhum serviço deixou de ser executado. Pelo contrário, obras estão em andamento, hospitais e UPAs não deixaram de atender e programas de governo continuam sendo implementados. O programa de economia e resolutividade é uma meta constante da administração. "É preciso cortar na atividade-meio para não cortar na atividade-fim", disse o prefeito.
Os questionamentos
Alguns dos conselheiros presentes fizeram questionamentos sobre os pontos apresentados. Sobre os projetos do Plano Diretor e da Perimetral Oestre, se seriam indutores da redução de, por exemplo, do uso de automóveis, melhorando a mobilidade. O prefeito Jairo Jorge foi enfático em dizer que um Plano de Mobilidade está em andamento e que o dinamismo dos projetos contribuirão para isso. Deu como exemplo a determinação de que 10% de um projeto de zoneamento poderá ser misto. A conselheira Ellen Mauro, da Câmara dos Dirigentes Lojistas, elogiou a forma como a administração conduziu os projetos e os trabalhos de revitalização do Centro, especialmente, a do Calçadão que, segundo o prefeito, "dialogará diretamente com a autoestima dos canoenses".
A Segurança mesmo não debatida na reunião, foi levantada pelo conselheiro Urbano Mendes. O prefeito Jairo Jorge assegurou, se referindo à construção do Presídio de Canoas, de que "nenhum homem da segurança em Canoas trabalhará no presídio". "Temos esse compromisso, com o governo do Estado. É uma exigência, assim como a necessidade de bloqueadores de celular e que os apenados trabalhem e estudem. Tem que ter inteligência, projeto social. Não vou permitir que aqui vire o Presídio Central", disse Jairo Jorge, que também adiantou que será ampliado o número de câmeras de vigilância na cidade que passarão de 120 para 200. Tem que ter trabalho e estudo. Ter uma força própria para o presídio. Ampliar as câmeras em mais 80 chegando a 200 na cidade.
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