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O projeto de restauração do prédio da antiga estação férrea, localizado na rua Victor Barreto, no Centro, foi apresentado na tarde desta quarta-feira, no local. Desenvolvido pela empresa Arq.Restauro, contratada pelo Município por meio de licitação, o projeto resgata elementos da funcionalidade original da estação, construída em 1934.
Conforme as arquitetas Gicelda Weber Silveira e Renata Galbinski, o térreo será ocupado pelo Arquivo e Museu Histórico Hugo Simões Lagranha e um centro de informações turísticas. A área dos fundos será fechada com estrutura de vidro para receber exposições itinerantes. Para o andar superior está prevista uma sala de cinema. Haverá, ainda, plataforma elevatória para circulação vertical e todas as condições de acessibilidade. A entrada principal, no centro do prédio, será recuperada, permitindo a comunicação entre a parte frontal e os fundos.
Após ser reformado pela Trensurb, sucessora da Rede Ferroviária, o prédio da estação foi repassado ao Município em 1985, em regime de comodato, para utilização exclusivamente cultural. Foi sede da Fundação Cultural de Canoas, da Associação Cultural de Canoas e é utilizado por diversos grupos artísticos. A antiga estação é um dos sete prédios tombados pelo governo Jairo Jorge e o quarto a ser restaurado. Conforme o prefeito, o custo estimado da restauração é de aproximadamente R$ 1 milhão, recurso que ainda será buscado.
"Corredor cultural"
Jairo ressaltou a importância histórica do prédio, que já foi espaço de resistência cultural. Observou que junto com a Villa Mimosa e a Casa dos Rosa, que deverá ser repassada ao Município pela União, foram um "corredor cultural" no Centro. Revelou, ainda, que sugeriu à Petrobras a reforma da Casa dos Rosa, onde seria instalado o teatro municipal Alberto Pasqualini.
O secretário municipal da Cultura, Flávio Adonis, falou sobre a importância de resgatar e preservar a memória da cidade, afirmando que o desenvolvimento de Canoas está intimamente ligado à linha do trem.
Representando a Trensurb, Rubens Pazin reconheceu que, na época de implantação do trem, não se respeitavam as características históricas e a vontade da população, o que a empresa agora resgata, apoiando a iniciativa do governo municipal.
Além da vice-prefeita Beth Colombo;do líder do governo na Câmara, vereador Paulo Ritter, subprefeitos, secretários e diretores, participaram do lançamento representantes de entidades culturais e artistas.
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