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A Coordenadoria Municipal de Políticas da Diversidade concluiu nesta quinta-feira (22), na Escola Municipal de Ensino Fundamental Paulo VI, no Bairro Fátima, o ciclo de palestras realizados em cinco escolas da rede municipal de ensino, e que envolveu 250 estudantes. O objetivo foi levar a história e cultura do povo cigano e os preconceitos sofridos pela etnia.
A fotógrafa e publicitária, Rose Winter, que é de origem cigana, apresentou o ciclo de palestras. Na EMEF Paulo VI, inicialmente, ela apresentação um breve histórico da segunda guerra mundial, detendo-se ao enfrentamento dos ciganos contra os soldados alemães. Este período ficou conhecido como o Dia da Resistência.
De acordo com a palestrante, mais de seis mil famílias ciganas foram mortas em câmaras de gás, no campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. "Logo que chegavam, todos eram obrigados a vestir pijamas listrados com um triângulo virado, isso para identificar as então chamadas raças indefinidas", destacou.
Ainda segundo Rose Winter, no holocausto, Adolf Hitler ordenou experimentos com os ciganos para tentar conseguir seus dons de vidência e magia. Fascinado pelo ocultismo, conforme a palestrante, Hilter mandava tirar o cérebro e os olhos deles para ver se funcionavam na cabeça de um judeu.
Cultura e costumes
Em relação a cultura e costumes, a painelista salientou que os ciganos prezam o respeito e cuidado dos mais velhos e das crianças. "E se acaso o membro do clã não atender a esse ensinamento e renegar seus dons, não terá êxito em sua vida", explicou.
Questionada pelos estudantes sobre o estilo de vida cigana, a palestrante esclareceu que os ciganos não são nômades por que gostam, mas por serem discriminados, na maioria das vezes, por ter fama de trapaceiros, ladrões e arruaceiros.
Para ela, a fama surgiu no período em que eles eram convidados pela corte real para as grandes festas, com leitura da sorte, através de cartas e mãos. "Muitos recebiam acessórios, como brincos, anéis e correntes em pagamentos. Quando os ex-proprietários dessas joias eram perguntados por elas, costumavam responder: "Ah, foi aquela cigana que roubou", relatou.
A estudante, Laiane Ferreira Lessa, 16 anos, gostou muito de aprender sobre a vida, a cultura, tradições ciganas e o preconceito. "A história desse povo é muito interessante, tanto que deveria ser incluída em nossas aulas", disse.
Conscientizar jovens
O secretário especial da Coordenadoria Municipal de Políticas da Diversidade, Rogério Ambieda, o Tigre, defende a importância deste tipo de atividade. "Estas palestras oportunizaram, além do saber, a conscientização dos jovens e, consequentemente de seus familiares, a respeito da história deste povo, vítima de genocídio e de discriminação", destacou o secretário.
Decreto Federal
O presidente Lula, em 2006, assinou decreto instituindo o Dia Nacional dos Ciganos em 24 de maio. "Esse decreto possibilita mais liberdade para cultuar as tradições e buscar a garantia de direitos de um povo que não tem registro em livros de história. Todo e qualquer conhecimento se dá apenas por meio da oralidade e da ancestralidade. O dia 8 de abril é data em que se comemora o Dia Internacional dos Ciganos, isso em homenagem aos ciganos mortos no holocausto.
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