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Canoas, por meio do secretário especial da Coordenadoria Municipal das Diversidades, Rogério Ambieda, o Tigre, representou o Estado do Rio Grande do Sul, nos dias 18 e 19 de agosto, no 2º Encontro Nacional de Homens de Axé e no 1º Encontro Estadual de Homens de Axé do Maranhão, em São Luís (MA).
O objetivo foi ampliar discussões e debates sobre as interfaces da Política Nacional de Saúde do Homem e da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Ambieda representou o RS nos dois encontros em virtude do trabalho da Coordenadoria das Diversidades em Canoas, que também é direcionado às comunidades de terreiro.
Entre os temas abordados nos encontros destacaram-se ainda as práticas e os cuidados na promoção de saúde dos homens nos terreiros. Também tratou da sexualidade, paternidade, uso de drogas e doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a Aids.
Ampliar discussões e debates
O secretário especial da Coordenadoria Municipal das Diversidades salienta que o Município tem o compromisso de ampliar as discussões relativas à saúde das comunidades de terreiro na cidade:
"Em razão disso, realizaremos em Canoas, a partir do primeiro semestre de 2015, capacitações para o público de terreiros na área da saúde. Também vamos criar o núcleo municipal da Rede Nacional de Religiões Afrobrasileira e Saúde (Renafro)", disse
Integrando a delegação estadual, Pai Júlio de Oxalá Obokun, que coordena o Forum de Matriz Africana do RS, representou as comunidades de terreiro de Canoas.
Promoção dos encontros
Os encontros no Maranhão foram promovidos pela Renafro, em parceria com o Ministério da Saúde e as secretarias de Estado da Saúde e Igualdade Racial (MA); e a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) e Centro de Formação para a Cidadania, ambas de São Luís.
Saúde do homem
A Política Nacional de Saúde do Homem foi lançada no dia 27 de agosto de 2009, com o objetivo de facilitar e ampliar o acesso da população masculina aos serviços de saúde pública. Contudo, os dados sobre a saúde do homem ainda são preocupantes, pois estudos do Ministério da Saúde comprovam que eles são mais vulneráveis a doenças, especialmente as enfermidades graves e crônicas.
Essa ocorrência, ainda de acordo com o Ministério da Saúde, está ligada ao fato de que o homens recorrem com menor frequência que as mulheres aos serviços de atenção básica. Costumam procurar o sistema de saúde quando seus problemas já se agravaram.
De acordo com o órgão federal a cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens. Em comparação com as mulheres, eles vivem, em média, sete anos a menos que elas. Entre as principais causas das mortes estão as doenças cardiovasculares, pneumonia, cirrose e diabetes.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234