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Os 27 anos do Guajuviras, comemorados oficialmente no dia 17 de abril, serão lembrados neste sábado (26) com uma festa na Praça Antônio Carlos Vianna, entre 14h e 22h. Para marcar a data, moradores do bairro - que foi uma das maiores ocupações do Brasil - fizeram uma caminhada no local, na quinta-feira passada.
A programação festiva deste sábado inclui apresentações de bandas locais e do teatro de fantoches da Guarda Municipal, além de feiras da Economia Solidária, de artesanato e brinquedos infláveis para crianças.
E os moradores têm o que comemorar. A partir de um conjunto de ações de segurança pública e de cidadania, direcionadas ao bem-estar da comunidade no decorrer dos anos, o Guajuviras deixou para trás o histórico de bairro violento e se transformou em um exemplo de boas práticas cidadãs.
Histórico
Tudo começou em 1987, quando milhares de pessoas desassistidas pela política habitacional da época decidiram se organizar e agir pelos seus direitos, ocupando os prédios do Conjunto Habitacional Ildo Meneghetti, abandonado, à época, pelo Estado e Prefeitura.
Nesse período, a área estava em discussão judicial, o que não impediu que lideranças do movimento pela ocupação se reunissem várias vezes com técnicos da extinta Cohab.
Devido à pressão de lideranças comunitárias e do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas, a repressão diminuiu. Após muitas tensões, as propriedades começaram a ser negociadas pelos moradores. Hoje, o bairro está organizado.
O bairro em números
-Habitantes: 39.526
-Área do bairro: 9,6 km quadrados
-Saúde: 2 Unidades Básicas de Saúde, 1 Unidade de Pronto Atendimento 24 horas e 1 Farmácia Pública
-Educação:3 Creches, 3 EMEIS, 5 EMEFs e 2 escolas estaduais
-Segurança: Posto da BM, base dos 11 núcleos de policiamento comunitário, Audiomonitoramento Shot Spotter (detector de tiros), Sistema de monitoramento de vias públicas, Ronda Escolar da Guarda Comunitária, Área Integrada de Segurança Pública, Projetos Sociais (Mulheres da Paz, Casa das Juventudes e Comunicação Cidadã, etc)
Depoimento de um morador
"Isso aqui era o inferno. Segurança não tinha, não funcionava. Os assaltos ocorriam a toda hora. A gente saía de casa e quando voltava não havia mais nada. Não tínhamos água, esgoto e nem creches. Foram mais de 10 anos assim, até começarem as melhorias. Primeiro chegou a pavimentação e depois os demais investimentos. A Prefeitura entrou com tudo. Agora tem banco, médico, comércio e segurança. Temos tudo. O bairro cresceu e hoje temos outro Guajuviras."
Pedro Paulo Berwanger, 59 anos, é proprietário de borracharia e um dos primeiros ocupantes do Guajuviras, no final da década de 1980.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234