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Quando o relógio marcar a meia-noite do dia 31 de dezembro, e as pessoas estiverem despedindo-se de 2014, milhares de animais domésticos estarão apavorados e sem sossego. É o momento em que, por tradição, a população dispara fogos de artifício e foguetes, espalhando pânico, ansiedade e medo entre os companheirinhos de quatro patas, em especial os cães. Os donos dos animaizinhos, no entanto, têm como amenizar esse sofrimento.
O técnico em adestramento Alex Szekir, da Coordenadoria Municipal de Bem-Estar Animal, destaca a importância de se manter, não só neste período, mas sempre, uma plaquinha de identificação no cão, contendo dados e telefone para contato, pois, devido ao barulho, ele pode ficar estressado e fugir. Ele também orienta o dono para que não saia para passear com o bichinho no momento dos fogos.
Outra dica importante é não fazer carinho e nem premiar o animal com petiscos no momento de estresse. Ele não entenderá a mensagem do agrado. Melhor ignorar os estímulos e demonstrar calma. "O perigo é imaginário e ele precisa saber disso", alerta o técnico.
Alimentação
De acordo com Szekir, o ideal é dar comida uma hora antes, para que o cão esteja sonolento no momento do barulho. "Se ele preferir ficar embaixo do sofá ou da cama, permita isso", orienta. O técnico em adestramento salienta que, para reduzir a percepção do bichinho, uma alternativa é colocar algodões em seus ouvidos e fechar janelas e portas.
Algumas pessoas optam por um treinamento específico durante o ano, que consiste em expor o animal a sons gravados de fogos, foguetes, trovões e relâmpagos para torná-los comuns. Porém, se nenhuma dessas dicas funcionar, é importante consultar o veterinário e buscar indicação de algum sedativo que o faça relaxar.
Risco
Não é raro acontecer de, ao saírem de casa desnorteados, os animais se envolverem em acidentes. O técnico da Coordenadoria Municipal de Bem-Estar Animal salienta que isso acontece porque a audição dos cães é bem mais sensível do que a dos humanos:
“O cão é capaz de localizar com precisão a direção do som em apenas seis centésimos de segundos e ouvi-lo a uma distância quatro vezes maior do que nós perceberíamos. Eles podem, inclusive, ouvir sons que não estejam na frequência que temos a capacidade de ouvir", explica.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234