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Victor, 8 anos, com déficit de atenção e algumas características de autismo, depois de um ano participando do Projeto Cão amigo, no Centro de Capacitação, Educação Inclusiva e Acessibilidade (Ceia), retomou as atividades nesta terça-feira (17). Ele está mais confiante, comunicativo e interage melhor com as pessoas com quem convive. Essa evolução, de acordo com a mãe do menino, Jaqueline Camargo, é bastante perceptível. “Os encontros (todas as segundas-feiras) são ótimos. Participamos em família e com as sessões, o Victor melhorou muito”, comenta.
Estes encontros são marcados pela descontração, de acordo com o professor de psicomotricidade e pedagogia do corpo, Antônio Carlos Bassegio. Ele integra a equipe do Ceia e esclarece que as sessões acontecem com as crianças e seus familiares. “A interação com os cães, complementada com atividades que envolvem outros objetos, como cama elástica e bambolês, auxiliam a trabalhar a psicomotricidade, os vínculos relacionais, bem como estimulam a fala e também auxiliam nas dificuldades de aprendizagem, déficit de atenção e autoestima”, enumera.
Bessagio afirma que o cão, neste contexto, é um estímulo diferente, que resulta em mudanças positivas e algumas imediatas. “Algumas crianças chegam com medo de tocar o animal e ao final da sessão já estão fazendo carinho no cão”, observa. A fonoaudióloga Susiane Barros, destaca os casos em que a fala evolui com mais rapidez do que nos tratamentos convencionais e o aumento do vocabulário das crianças que integram o Cão Amigo.
Os animais participam deste projeto a partir de uma parceria com a Coordenadoria Municipal de Bem-Estar Animal e são monitorados pelo cinotécnico Alex Sxekir. Integrantes da ONG Parceiros Voluntários também atuam no monitoramento dos animais. “Nossa parceria no Projeto Cão Amigo também busca mudar a cultura antropocêntrica e apontar para as novas gerações o biocentrismo, onde toda a forma de vida tem papel importante no universo. Ainda queremos sensibilizar para a responsabilidade com os direitos dos animais e para a tutela responsável de animais domésticos”, finaliza Szekir.
A coordenadora do Ceia, Denise Wedman, informa que as sessões semanais ocorrem em dois horários e que, pela procura, os profissionais analisam a possibilidade de ampliar o atendimento. O Ceia oferece atendimento nas áreas da psicopedagogia, psicomotricidade, psicologia, fonoaudiologia, música e artes. Recentemente também implantou um jardim olfativo, para explorar aromas e texturas, através do tato e do olfato. No local foram plantados chás e ervas.
O Ceia fica na Rua Rio de Janeiro 360, telefone 3463 3401.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234