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Ireno Jardim Mtr:5963
Oficinas fizeram parte da programação da tarde do Fórum de Políticas Pública para Pessoas com Deficiência
Pela primeira vez ocorreu na manhã desta terça-feira (17), o 140º Fórum Permanente de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades. Voltado para servidores públicos, conselhos municipais, associações, entidades e sociedade, a atividade é uma ação da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e com Altas Habilidades no RS (Faders), em parceria com a Prefeitura de Canoas, através da Coordenadoria da Pessoa com Deficiência, Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), Sesc/Fecomércio, Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (COEPEDE) e Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Canoas (Comdip). O Fórum aconteceu no Teatro do Sesc/Canoas e contou com cerca de 200 participantes.
Na abertura oficial houve audiodescrição do ambiente e tradução em Libras. Estiveram presentes a vice-prefeita Beth Colombo; Roque Bakof, presidente da Faders; promotor de Justiça César Faccioli, representando o Ministério Público; e representantes de diversas entidades e conselhos municipais de cidades como Alvorada, Arroio dos Ratos, Esteio, Glorinha, Gravataí, Nova Santa Rita, Porto Alegre, Sapucaia do Sul e Viamão.
A parte da tarde foi reservada às oficinas temáticas, que abordaram os temas Políticas Públicas para Altas Habilidades; Conselho e Comitê Gestor – espaços de monitoramento e implementação; Passe Livre – sensibilização da rede de Assistência Social; Implementação da LBI no Município e o Legislativo Acessível.
De acordo com o presidente da Faders Roque Bakof, o fórum serve para promover intercâmbio de experiências entre gestores, pontuar as ações que os municípios estão realizando nas áreas, como educação inclusiva, saúde e assistência social. “Desta forma, os municípios realizam um mapeamento de realidades, compartilham suas experiências e verificam onde estão deixando espaços abertos a serem complementados, como também o Estado demonstra as ações e projetos da política pública na região pertencente ao Fórum, propondo reflexão de uma sociedade, uma massa crítica”, afirma Bakof.
O Fórum carrega a ideia de debate e proposição de alternativas à implementação e monitoramento de políticas públicas destinadas a esse segmento social nos municípios gaúchos. É também um espaço de divulgação para a recém-aprovada Lei Brasileira de Inclusão, e de esclarecimento da importância do trabalho em parceria entre Estado e município para eficácia no atendimento às pessoas com deficiência e altas habilidades em todas as regiões.
A secretária da Coordenadoria da Pessoa com Deficiência, Rafaela Zappas, comentou a atividade. “Ficamos surpresos com a quantidade de municípios que vieram prestigiar o Fórum, dando suas contribuições e discutindo sobre políticas públicas junto com os canoenses, para ampliar a cidadania das pessoas com deficiências e das com altas habilidades.”
No local, a Associação de Pais e Amigos de Excepcionias (Apae) promoveu uma exposição com trabalhos de jovens com deficiências, que recriam obras de artes famosas para a venda. O jovem Bruno Lopes, expositor da amostra Surpreendente, demonstrou carisma ao explicar as obras – junto com a representante da associação – , e entusiamo ao posar para fotos.
Pronunciamentos
O Fórum se iniciou pela manhã, com abertura oficial e pronunciamento das entidades represenatadas e da vice-prefeita, Beth Colombo.
“Quando nos propomos a essa reflexão, queremos promover um estado de conscientização. Não que não tenhamos. O que precisamos é nos fortalecer na medida que a sociedade entenda o valor civilizatório”, comentou Roque Bakof na sua fala de abertura. O Fórum carrega a ideia de debate e proposição de alternativas à implementação e monitoramento de políticas públicas destinadas a esse segmento social nos municípios gaúchos. É também um espaço para esclarecimento da importância do trabalho em parceria entre Estado e município para eficácia no atendimento às pessoas com deficiência e altas habilidades em todas as regiões. “A inclusão é um benefício para a sociedade, não um favor”, concluiu o presidente da entidade.
A vice-prefeita Beth Colombo falou um pouco de sua trajetória como professora especializada no trato de crianças especiais e de que a inclusão é uma bandeira desde o início do primeiro mandato, em 2009. “Em primeiro lugar precisamos incluir. Temos muito a aprender, por isso esse Fórum, e aprender todos juntos, discutindo os temas, sem preconceitos, sem meias palavras. Estamos buscando a verdadeira possibilidade de viver melhor”, disse Beth Colombo.
César Faccioli, que foi homenageado com uma placa entregue pela Faders pelo seu trabalho frente à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, destacou o grande espaço de mediação do Fórum que antecede, inclusive, os conselhos estaduais e municipais ligados ao tema. “Temos que retirar os ‘biombos’ formais, desconstruir os guetos. É um momento ímpar para substituir paradigmas, trazer um novo conceito de inclusão, não aquele do favorecimento”, disse o magistrado. “Temos de migrar da retórica para o diálogo. O mais genial gestor do mundo não irá a lugar algum se não ouvir”, concluiu César Faccioli.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234