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Os Jogos Paradesportivos de Canoas, evento realizado pela Prefeitura Municipal de Canoas por meio do Comitê Paralímpico do Município (composto pela Coordenadoria da Pessoa com Deficiência e a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, contando com a parceria e apoio da Fundação La Salle, da Faders, Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Unilasalle e Sogal), ocorrerá nos dias 25 e 26 de junho. Os jogos serão compostos pelas modalidades: goalball, basquete sobre cadeiras de rodas e futebol de 5. Com caráter competitivo, os esportes acontecerão em dois ambientes distintos, no Centro Esportivo São Luiz e no Centro Olímpico Municipal (COM), no Bairro Igara.
O goalball será o primeiro esporte dos Jogos Paradesportivos, abrindo a competição no dia 25 de junho, no Centro Olímpico. Esporte realizado por deficientes visuais é baseado nas percepções tátil e auditiva.
O objetivo dos jogos é desenvolver, incentivar e oportunizar a prática de esportes, facilitar a revelação de talentos humanos com potencial paradesportivo e também propiciar a valorização de paratletas, técnicos, dirigentes e equipes paradesportivas. A competição contará com acadêmicos do Município, previamente inscritos para auxiliar nos jogos, com estudos e aulas práticas, estando aptos amparar os jogadores e auxiliar durante as partidas. O Instituto Canoas XXI oferecerá as aulas práticas aos participantes.
O que é o esporte goalball e como foi criado?
O goalball foi criado em 1946 pelo austríaco Hanz Lorezen e o alemão Sepp Reindle, visando a reabilitar veteranos da Segunda Guerra Mundial que perderam total ou parcialmente a visão. No Brasil, o goalball começou a ser praticado em 1985 e, 10 anos depois, a seleção nacional já conquistou a medalha de prata nos Jogos Parapan-Americanos de Buenos Aires. A estreia nos Jogos Paralímpicos foi em Pequim-2008. Apenas quatro anos depois, em Londres-2012, a equipe masculina ficou com a inédita medalha de prata.
Como funciona o jogo?
A quadra tem as mesmas dimensões da de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). De cada lado da quadra tem um gol com nove metros de largura e 1,3 de altura. As linhas de orientação dos jogadores dentro da quadra são marcadas por um barbante preso com fita adesiva, permitindo que os atletas possam senti-las.
Os jogadores são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. Posicionados no espaço de três metros a partir da linha do gol, os atletas devem defender as bolas lançadas pela equipe adversária e lançá-las em direção contrária, de forma rasteira, fazendo tocar em alguns pontos da quadra. Ganha o jogo quem fizer mais gols dentro dos 24 minutos de partida, divididos em dois tempos. Por ser um esporte que utiliza a audição e o tato, não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo ou nos intervalos, paradas técnicas e fim do jogo.
As equipes são formadas por três titulares e até três reservas; todos vendados ou utilizando um óculos opaco que impeça a visão de qualquer um dos jogadores. É permitida a participação de todo atleta B1 (cegos totais ou com percepção de luz, mas sem reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância), B2 (atletas com percepção de vultos) ou B3 (atletas que conseguem definir imagens), porém, todos jogam vendados. Como cada equipe fica em seu espaço delimitado, não existe contato entre elas nesta modalidade, tornando-a mais fácil e de aparente segurança para novos esportistas.
A bola possui guizos em seu interior que emitem sons para que os jogadores saibam sua direção. A bola tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg, igual a bola de basquete. Atualmente o goalball é praticado em 112 países, nos cinco continentes. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Deportos de Deficientes Visuais (CBDV).
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234